sul-africana que sofre de hiperandrogenismo lamentou o retrocesso do COI no aspecto
A corredora sul-africana Caster Semenya se pronunciou sobre o novo teste de gênero do COI para mulheres. A corredora, que desde 2018 trava uma batalha contra a World Athletics para voltar a competir em suas provas de médio fundo, disse que a volta do teste após 27 anos é “um grande desrespeito a todas as mulheres”
“Como mulher, por que eu deveria ser submetida a testes para provar que sou? É como se agora tivéssemos que provar que nós, mulheres, merecemos participar do esporte.” disse.
Semenya ainda lamentou pelo fato do teste voltar justamente quando se tem uma mulher africana na presidência do COI, Kristy Coventry: “Pessoalmente, o fato de ela ser uma mulher africana, que sabe o quanto as mulheres africanas e do Sul Global são afetadas por essa questão, obviamente causa danos”
Semenya não compete internacionalmente desde 2018, após a World Athletics endurecer regras contra mulheres que sofrem de hiperandrogenismo, condição onde o corpo feminino cria mais testosterona do que o normal. Bicampeã olímpica nos Jogos de Londres e Rio de Janeiro, Semenya se recusou a fazer tratamentos hormonais para se adequar as regras por achar que isso é discriminatório, e atua em provas de longa distância, onde a hiperandrogenia não é considerada uma vantagem ‘injusta’.
Especialistas afirmam que no novo teste de gênero do COI, as chances de mulheres hiperandrogênicas serem proibidas de competir é muito grande, já que as diretrizes do testes não especificam sobre esta condição feminina.









