World Athletics rejeita naturalização em massa para a Turquia

Entidade alegou que naturalizações fazem parte de uma estratégia da Turquia para contratar atletas estrangeiros

Foto: AP
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A World Athletics rejeitou uma naturalização em massa de atletas da modalidade para a Turquia.

Os pedidos de transferência para a Turquia foram recusados pelo Painel de Revisão de Nacionalidade da World Athletics devido ao que classificou como uma “estratégia de recrutamento coordenada” do governo turco para atrair atletas estrangeiros com contratos lucrativos, informou a entidade máxima do atletismo nesta quinta-feira.Os pedidos partiram de cinco atletas quenianos, incluindo a ex-recordista mundial da maratona feminina, Brigid Kosgei, e quatro jamaicanos, entre eles o medalhista de ouro olímpica no lançamento de disco, Roje Stona, e a medalhista de bronze olímpica no arremesso de peso, Rajindra Campbell.

A velocista nigeriana Favour Ofili e a heptatleta russa Sophia Yakushina foram os outros dois pedidos.

O painel considerou que a aprovação desses pedidos infringiria e comprometeria os princípios fundamentais das regras de elegibilidade e dos regulamentos de transferência de nacionalidade.

“O painel constatou que os pedidos faziam parte de uma estratégia de recrutamento coordenada liderada pelo governo turco, atuando por meio de um clube estatal integralmente controlado e financiado pelo governo, para atrair atletas estrangeiros por meio de contratos lucrativos”, afirmou a World Athletics em comunicado.

“Com o objetivo de facilitar a transferência de nacionalidade e permitir que esses atletas representem a Turquia em futuras competições internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.”

Os regulamentos da World Athletics sobre transferência de nacionalidade incluem critérios que visam garantir uma conexão genuína entre o atleta e o país que ele representa, além de proteger a integridade, a credibilidade e o desenvolvimento do esporte em nível global.

As regras foram reforçadas em 2019, com o presidente da World Athletics, Sebastian Coe, afirmando que alguns casos de jovens atletas mudando de nacionalidade eram semelhantes ao tráfico de pessoas.

A equipe turca no Campeonato Europeu de 2016 contava com sete atletas do Quênia, dois da Jamaica, um da Etiópia, um de Cuba, um da Ucrânia, um da África do Sul e um do Azerbaijão.

Ramil Guliyev, representando a Turquia após mudar de nacionalidade do Azerbaijão, conquistou a medalha de ouro nos 200 metros no Campeonato Mundial de 2017.

O Catar também utilizou incentivos financeiros para atrair atletas estrangeiros, como o halterofilista Fares Ibrahim Hassouna, nascido no Egito, que conquistou a primeira medalha de ouro olímpica do Catar em Tóquio, em 2021.

Winfred Yavi mudou sua nacionalidade esportiva do Quênia para o Bahrein aos 15 anos, conquistando medalhas de ouro olímpicas e mundiais nos 3.000 metros com obstáculos.

A World Athletics afirmou que sua recusa em conceder os pedidos de transferência de nacionalidade não impede os 11 atletas de competirem em provas de um dia ou corridas de rua, seja individualmente ou por clube, nem de viverem e treinarem na Turquia.

Regys Silva

Regys Silva

O surtado original. Criador do site em 2011 e louco pelas disputas da final olímpica do badminton até a final C do skiff simples do remo.Cearense e você pode me achar em Regys_Silva
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