Apoio caloroso da torcida é considerado fundamental
Já está virando tradição: o Parque Olímpico da Barra da Tijuca é cenário de grandes emoções ligadas à Ginástica Rítmica.
Camila Ferezin, treinadora da Seleção Brasileira de Conjunto, afirmou que voltar ao Rio é sempre muito emocionante para o grupo. No ano passado, o Brasil subiu ao pódio como vice-campeão mundial justamente na Arena Carioca. “A sensação aqui sempre é muito boa, porque a gente viveu alguns dos momentos mais felizes da nossa carreira dentro desta Arena. Voltar aqui é sempre muito especial para nós.”
Neste ano, depois de conquistar medalhas nas séries simples e mista em etapas diferentes da Copa do Mundo, o desafio é apresentar ambas com o mesmo nível de excelência em uma única competição: o Campeonato Pan-Americano, que começa nesta sexta-feira (5). “A estreia sempre é muito desafiadora. Tem o nervosismo. São coreografias novas, mas a gente já treinou muito depois das etapas deste ano da Copa do Mundo e fizemos vários ajustes. Agora, nosso principal objetivo no Pan é ter constância nas duas séries. O mais difícil foi ajustar o conjunto misto, porque buscamos aumentar os critérios de dificuldade das trocas. Trabalhamos bastante na coreografia para alcançar esse aumento de nota”, explica Camila.
Mayara Cerqueira Ehlke, treinadora de Barbara Domingos, também tem ótimas lembranças do Mundial de 2025. “Voltar a esta Arena tem um gostinho especial. O Mundial foi muito emocionante para nós e a Babi conseguiu, mais uma vez, se superar dentro desta Arena. Agora, nossa expectativa é que ela consiga mostrar as quatro séries e tudo o que vem construindo ao longo da temporada. A constância e a regularidade são marcas do trabalho dela, e queremos vê-las refletidas na competição.”
A temporada trouxe novidades importantes para as séries de Bárbara, especialmente nos aparelhos arco e maças. “A série de arco nasceu de uma música que a própria Babi escolheu e queria muito apresentar. Já a série de maças foi uma construção coletiva. Estávamos procurando uma música e muita gente ajudou nesse processo, desde colegas de trabalho até integrantes do Comitê Técnico da CBG. O árbitro internacional Leonardo Palitot também contribuiu com sugestões e, praticamente na última hora, encontramos a música que acabou dando origem à série. Hoje, a Babi adora essa coreografia e ela é uma das nossas preferidas da temporada.”
Mayara também espera reencontrar a atmosfera que marcou o Mundial realizado no Rio de Janeiro. “A energia da torcida durante o Mundial foi algo surreal. Recebemos muito carinho e muito apoio das arquibancadas. Isso fica na memória e nos motiva ainda mais. Quando sentimos todo esse carinho, também queremos corresponder e entregar o nosso melhor.”
Gizela Batista acredita que 2026 já ocupa um lugar especial na trajetória de Geovanna Santos. Medalhista em etapas do circuito internacional nesta temporada, a ginasta alcançou metas importantes e vive um dos momentos mais marcantes de sua carreira. “A Jojô já teve momentos muito importantes, como a participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que foi a realização de um grande sonho. Mas, olhando para os resultados individuais, acredito que este seja o ano mais expressivo da carreira dela. As medalhas conquistadas neste ano no Grand Prix da Estônia e a primeira medalha em uma etapa de Copa do Mundo foram muito especiais e representam objetivos que ela buscava há bastante tempo.”
No Campeonato Pan-Americano, Geovanna competirá nos aparelhos arco e fita. Segundo Gizela, a atleta apresentará uma combinação de uma série já consolidada e outra mais recente, que segue em processo de evolução ao longo da temporada. “Aqui ela vai competir em dois aparelhos. O arco é uma série que já vem da temporada passada e tem uma pontuação alta. As maças também são uma série que já conhecemos bem. Já bola e fita são séries mais novas, que ainda estão passando por ajustes. Tivemos que construir essas coreografias praticamente do zero e seguimos trabalhando nelas para os próximos compromissos da temporada.”
A treinadora também espera que a energia das arquibancadas seja mais uma aliada da atleta. “A Arena Carioca nos traz lembranças muito marcantes do Mundial. A Jojô gosta dessa interação com o público, se sente mais segura quando percebe a torcida vibrando e cria uma conexão muito especial com quem está assistindo. Ela levanta a torcida e também se alimenta dessa energia. Esperamos muito apoio do público mais uma vez.”
Solange Paludo, treinadora de Maria Eduarda Alexandre, falou sobre o momento que a atleta vive desde os Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023, quando se tornou mais conhecida pelo público em geral. “Os Jogos Pan-Americanos foram um marco muito importante. Estar lá representando o Brasil foi incrível e a Maria ainda era muito jovem. Sem dúvida, foi um divisor de águas na carreira dela. A partir dali, fomos aprendendo a lidar com as expectativas, tanto as nossas quanto as de quem acompanha o trabalho dela. É um processo de aprendizado constante, de entender o que faz sentido absorver e seguir evoluindo.”
Ao longo desse processo de amadurecimento, competir em casa ganhou um significado ainda mais especial para a ginasta.”A Maria gosta muito de competir no Brasil. Ela se sente completa quando tem a família por perto, quando vê a mãe na arquibancada e sente a torcida vibrando. É algo que a deixa muito à vontade e que faz diferença. Eu acredito que isso seja um trunfo para ela.”
No Campeonato Pan-Americano, Maria Eduarda competirá nos aparelhos bola e maças. Entre as séries da temporada, Solange acredita que a apresentação de bola possui uma conexão especial com a atleta. “A série de bola talvez seja a que mais encante neste momento. A Maria executa com muita leveza e se identificou muito com a música e com a proposta da coreografia. Existe uma conexão muito natural entre ela, a música e o movimento. Mas ela gosta de todas as séries.”









