Realização do teste é obrigatório para quem for disputar Los Angeles 2028
A Associação de Tênis Feminino (WTA) está introduzindo um teste genético obrigatório e único para todas as jogadoras, que entrou em vigência na terça-feira (21) — um requisito para competir nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028.
A WTA atualizou sua política de elegibilidade feminina nesta semana para incluir uma triagem de gênero “baseada no sexo biológico”, visando “preservar a integridade do tênis profissional feminino e manter condições de competição justas para todas as jogadoras”.
A nova política alinha a organização à política de elegibilidade introduzida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em março, em conformidade com a ordem executiva do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre esportes antes dos Jogos de 2028.
A WTA está cumprindo o que é, na prática, uma determinação do COI seguida por entidades esportivas olímpicas, embora não esteja claro quantas mulheres transgênero — se é que há alguma — competem em nível olímpico.
As jogadoras serão submetidas a testes para detectar o gene SRY, um segmento de DNA tipicamente encontrado no cromossomo Y que inicia o desenvolvimento sexual masculino no útero e indica a presença de testículos.
“Nesta política, ‘homem biológico’ significa um indivíduo que, independentemente de seu sexo legal ou identidade de gênero, possui o gene SRY e, portanto, tem ou teve testículos ou gônadas em faixa (streak testes); e ‘mulher biológica’ significa um indivíduo que, independentemente de seu sexo legal ou identidade de gênero, não possui o gene SRY e, portanto, tem ou teve ovários ou gônadas em faixa (streak ovaries).”
A WTA afirmou que a política distingue sexo biológico de identidade de gênero e que não há “intenção de desrespeitar ou questionar a identidade de gênero ou a dignidade de qualquer pessoa”.
A triagem de gênero obrigatória — já realizada pelas entidades dirigentes do atletismo, esqui e boxe — tem sido criticada por especialistas em direitos humanos e grupos de ativistas.









