“Tenho me envolvido desde muito cedo em tudo. Participo, aprendo, dou as minhas contribuições e sempre me coloco à disposição para colaborar e principalmente ouvir. Queremos chegar em Lima colaborando de forma assertiva, responsável, com sensibilidade. Temos a preocupação com esse suporte a atletas, técnicos, equipe multidisciplinar, porque as classificações começaram e os Jogos Pan-americanos são muito importantes, inclusive com possibilidade de passaportes carimbados para os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028. Então, nossa preocupação é fazer o máximo possível para o Brasil ter a melhor representação em Lima e voltarmos de lá satisfeitos, felizes da vida e realizados”, endossou.
A expectativa é de que a delegação do Time Brasil seja composta por mais de mil pessoas, entre atletas, técnicos e oficiais. O detalhamento da quantidade de atletas ainda vai ser definido mediante à atualização dos manuais de classificação de cada modalidade. Enquanto isso, a iniciativa da reunião com as Confederações e chefes de equipe marca o início de um processo de acompanhamento contínuo que vislumbrará não apenas o Pan de Lima, mas também o ciclo até os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028. A ideia é construir uma curva de aprendizado sólida junto aos profissionais que desempenham papel central na preparação e execução das operações.
”Essa reunião de alinhamento com as Confederações e os chefes de equipe é um passo fundamental. Existe uma curva de aprendizado e acompanhamento contínuo até Los Angeles 2028. Avaliaremos o desempenho dos profissionais após o processo de Lima para entender a continuidade do trabalho, pois eles são peça fundamental em todas as etapas de planejamento e execução dos Jogos”, explicou Joyce Ardies, gerente de Jogos Internacionais do COB.
Com o Master Plan do Comitê Organizador do Pan em mãos, o COB projeta um desafio logístico superior ao vivenciado na edição dos Jogos Pan-americanos de 2019, também na capital peruana, em razão do crescimento do evento, do aumento do número de integrantes e das oportunidades de qualificação. A estrutura do Time Brasil em Lima demandará uma ampla rede de suporte em múltiplas bases operacionais – seis principais, além de uma rede de hotéis para dar suporte às modalidades – e na logística de deslocamento – com percursos terrestres que podem levar a até seis horas de duração.
Além disso, o COB programa a realização de uma visita técnica a Lima em outubro deste ano para antecipar diagnósticos antes do Seminário de Chefes de Missão, agendado para janeiro de 2027. O objetivo é coletar o máximo de informações precisas e continuar o processo de intercâmbio de dados entre o COB, Comitê Organizador, Panam Sports e outros Comitês Olímpicos Nacionais, como Estados Unidos e Canadá.
Com o cronograma em andamento, o COB segue mapeando as necessidades específicas de cada modalidade nas bases peruanas. A meta é assegurar a melhor infraestrutura, conforto e suporte de alto rendimento aos atletas brasileiros em busca também das primeiras colocações no quadro de medalhas dos Jogos.