Alessandro Borges Soares (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) bateu o recorde da competição e conquistou o seu terceiro título brasileiro sub-20 do arremesso do peso, neste sábado (4/7), na disputa do Campeonato Brasileiro Interclubes Loterias Caixa Sub-20, em Cuiabá (MT). Com o resultado de 20,29 metros, o paulista de 19 anos ratificou o índice para o Mundial Sub-20 do Oregon (EUA) e fez a 4ª marca do mundo na categoria.
O recorde anterior do campeonato era do próprio Alessandro, 20,15 metros, conquistado na edição de 2025, no Recife (PE) – ele também venceu em 2024, em Niterói (RJ). O resultado também era seu recorde pessoal com o peso de 6 kg, utilizado no sub-20.
Na final do arremesso do peso deste sábado, Alessandro melhorou seu antigo recorde três vezes: fez 20,25 m, 20,28 m e 20,29 m. Mas seu objetivo era bater o recorde brasileiro e sul-americano, que é 20,93 m e pertence a Nelson Henrique Gonçalves Fernandes desde 2013.
”A prova foi muito boa, eu me senti muito bem desde o aquecimento. Estava leve e rápido. O recorde brasileiro não saiu por detalhes técnicos, mas a gente vai seguir trabalhando”, disse Alessandro, que é natural de Araçatuba (SP) e treina com Andrea Maria Pereira Britto – também vem recebendo os ensinamentos do cubano Justo Navarro, treinador de Darlan Romani.
Alessandro foi campeão ibero-americano sub-20 (19,89 m) no dia 20 de junho, em Lima, no Peru. Uma semana antes, celebrou o título brasileiro sub-23 com a marca de 18,65 m, com o peso da categoria adulta, de 7,26 kg. Também foi terceiro colocado do Troféu Brasil de 2025, com seu recorde pessoal entre os adultos (18,81 m).
O Mundial Sub-20 do Oregon será o segundo da carreira de Alessandro, que disputou a edição de 2024, em Lima (Peru). Na ocasião, não passou à final. Agora, diz que trabalha duro para conseguir um bom resultado no Hayward Field, lendário estádio da Universidade do Oregon, em Eugene.
”Estou trabalhando como nunca trabalhei, treinando demais, sacrificando muita coisa. O Mundial está chegando e estamos com uma expectativa muito alta. Vou para o Mundial confiante, a cada dia acredito mais no trabalho. Eu olho para o ranking mundial e penso que ali é só uma prévia. A briga vai ser dentro do setor, e estou preparado para a briga. O que tiver que fazer, eu vou fazer.”
Pedro Henrique Faustino garante a qualificação para o Mundial no lançamento do dardo
Pedro Henrique Faustino (AD Criciúma-SC) garantiu a qualificação para o Mundial Sub-20 no lançamento do dardo. O atleta, de apenas 17 anos, fez a marca de 68,57 metros na última das seis tentativas – o índice estabelecido pela World Athletics é 68,50 m. Ainda atleta da categoria sub-18, ele garantiu seu primeiro título nacional sub-20. E, depois da disputa do Mundial, entre 5 e 8 de agosto, quer o título brasileiro da sua categoria. O Campeonato Brasileiro Sub-18 será realizado no revitalizado Estádio Ícaro de Castro Mello, o Ibirapuera, de 21 a 23 de agosto.
O prazo para a obtenção de índices ao Mundial termina no dia 19 de julho. Serão convocados até dois atletas por prova. Caso mais de dois atletas tenham se qualificado para a mesma prova, serão chamados aqueles que tenham a melhor marca na temporada de 2026 até o dia de encerramento do prazo.
O lançador precisou superar uma série de lesões para chegar ao resultado deste sábado. ”Essa marca veio com superação, depois de um ano difícil, com lesões, com muita coisa passando pela cabeça. Mas com muito esforço consegui voltar a lançar bem e bati o índice”, disse o atleta. Pedro Henrique quebrou o braço em dezembro de 2025, voltou a treinar em fevereiro, mas depois passou por problemas com o tendão do braço direito, o do lançamento, e na virilha. ”Na realidade, nesta semana é que eu consegui treinar sem dor nenhuma.”
Pedro Henrique nasceu em Nova Veneza, cidade de 15 mil habitantes que é vizinha de Criciúma, em Santa Catarina. Treina com o professor Roberto Carlos Bortolotto, que construiu em um campo de futebol da cidade uma pista para saltos em distância, triplo e vara, além de uma área de lançamentos. ”Comecei no atletismo cinco anos atrás, nos Jogos da minha cidade. E foi lá que o professor Bortolotto me descobriu”, conta.

