Milão-Cortina 2026 marcou a entrada do Time Brasil definitivamente na lista de países que disputam os Jogos Olímpicos de Inverno com atletas de destaque nos rankings mundiais e com presença constante em Top 20 em diferentes modalidades. Primeiro país sul-americano a conseguir uma medalha na História (ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante do esqui alpino), o Brasil chamou atenção de todos: especialmente da torcida, que acompanhou os Jogos e se familiarizou ainda mais com as modalidades.
“O engajamento das pessoas no Brasil, acompanhando as competições mesmo durante o carnaval, foi fundamental para o sucesso. Uma audiência significativa. O Brasil entrou como protagonista nos Jogos Olímpicos de Inverno. É isso que que queremos cada vez mais. Quanto mais pessoas conhecerem os esportes olímpicos de inverno, mais pessoas vão praticar e isso vai gerando mais atletas. O saldo em Milão-Cortina foi extremamente positivo nos dá muita esperança de que nos próximos Jogos possamos ter resultados ainda melhores”, disse Marco La Porta, Presidente do Comitê Olímpico do Brasil.
“Ficamos extremamente satisfeitos com os resultados obtidos por nossos atletas em Milão-Cortina. Todos representaram muito bem o Brasil. Isso é uma consequência de um planejamento de longo prazo que também teve a contribuição do Comitê Olímpico do Brasil. O sucesso da participação brasileira agora muito provavelmente será uma alavanca para novos resultados expressivos em Copa do Mundo, Mundiais e Jogos Olímpicos de Inverno no futuro”, acredita Anders Pettersson, presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve.
Para Emílio Strapasson, Chefe de Missão do Time Brasil em Milão-Cortina 2026 e presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, o futuro dos esportes de inverno no Brasil é promissor. “Nossa perspectiva para o próximo ciclo olímpico é muito positiva. Temos vários jovens que já estão no percurso e têm muita qualificação. E estamos formando mais atletas para os ciclos olímpicos da juventude. A partir dali fazemos a transição para o adulto. Mas dependendo do talento e da velocidade de formação de cada um, podemos ter surpresas para os Alpes Franceses 2030”, conta.
Assim, o Brasil inicia agora a jornada até os Alpes Franceses 2030 bem estruturado e com atletas jovens mostrando resultados consistentes para fazerem companhia a Lucas Pinheiro, Manex Silva e Eduarda Ribera, entre outros que brilharam em Milão-Cortina e ainda terão idade para chegar competitivos à França.
Alguns destes jovens já ficaram próximos da vaga olímpica em Milão-Cortina 2026 e se posicionam como esperança de bons resultados em diferentes modalidades para o próximo ciclo. Eles esperam seguir o exemplo de Augustinho Teixeira, que também ficou na lista de realocação em Pequim 2022 e, quatro anos depois, esteve presente nos Jogos Olímpicos de Inverno e alcançou um Top 20.
Confira alguns nomes que já brilharam nas últimas temporadas:
Gaia Brunello (23 anos, biatlo)

