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Brasil abre competição de atletismo paralímpico no Uzbequistão com marca inédita de Wanna Brito e 13 ouros

Brasil ganhou 19 medalhas no primeiro dia do torneio

Redação Surto Olímpico 4 min
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Brasil abre competição de atletismo paralímpico no Uzbequistão com marca inédita de Wanna Brito e 13 ouros
Foto: Husniddin Ato | Uzbekistan Para Athletics Open Championship

O Brasil estreou nesta segunda-feira, 2, no Uzbekistan Para Athletics Open Championships 2026, em Tashkent, no Uzbequistão, com a conquista de 19 medalhas (13 ouros e seis pratas) e a amapaense Wanna Brito alcançando a melhor marca continental do lançamento de club F32 (paralisia cerebral) —29,41m.

O resultado da atleta a coloca como segunda colocada no ranking mundial da prova, atrás apenas da polonesa Roza Kozakowska, com 30,00m, porém não será registrado como recorde das Américas, pois a competição uzbeque não segue todos os parâmetros da World Para Athletics (braço do Comitê Paralímpico Internacional) para validação de recordes, em especial a realização de testes antidoping. Assim, a melhor marca do continente segue sendo 28,98m, registrado também por Wanna, em abril de 2025, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

O evento desta semana serve como um teste para o próximo Mundial da modalidade, que acontece no Estádio da Cidade Olímpica, em Tashkent, de 19 a 27 de junho de 2027. A competição segue até a quarta-feira, 4.

O lançamento de club da classe F32 ainda teve uma segunda brasileira no pódio. A paulista Giovanna Boscolo conquistou a segunda colocação, com 26,35m; a uzbeque Maxliyo Akramova ficou com o bronze, com 22,98m.

Wanna e Giovanna repetiram a dobradinha no arremesso de peso F32, com Wanna no alto do pódio, com 8,33m, e Giovanna Boscolo com a prata, com 5,74m. O bronze foi para a uzbeque Farangizbonu Yoldasheva, com 4,62m. Nessa disputa, o resultado de Wanna ficou próximo aos 8,49m obtidos no Mundial de Nova Déli, em 2025, recorde mundial da prova.

O paulista Alessandro da Silva abriu o dia do Brasil com ouro no arremesso de peso da classe F11 (para atletas cegos), com a marca de 10,61m. Os demais atletas inscritos na prova não compareceram.

Foram ainda mais dois ouros para o Brasil no campo, com marcas a serem confirmadas. Os paulistas Beth Gomes e Thiago Paulino venceram o arremesso de peso, nas classes F53 e F57, respectivamente, ambas disputas para atletas que competem sentados.

Pista

O Brasil ainda conquistou seis ouros e três pratas na prova dos 100m, com parte dos atletas melhorando marcas que garantiram pódios no último Mundial da modalidade, em 2025.

Nos 100m T37 (paralisia cerebral), mais uma dobradinha brasileira. O fluminense Ricardo Mendonça venceu a prova em Tashkent ao cruzar a linha de chegada com a marca de 11s16, repetindo o resultado que lhe garantiu o ouro no Mundial de Nova Déli de 2025. O paulista Christian Gabriel ficou em segundo, com o tempo de 11s21. O uzbeque Sodik Mamadiev fechou o pódio, com 12s97.

Nos 100m T13 (baixa visão), o mato-grossense Fabrício Perestrello conquistou o ouro com 11s25. O uzbeque Botir Muxamedov foi prata, com 11s82, e o polonês Pawel Pancewicz completou o pódio, com 12s01.

A potiguar Maria Clara Augusto venceu disputa que reuniu atletas das classes T45/46/47 (comprometimento em membros superiores) com 12s46. A polonesa Antonina Graca foi prata, com 13s01, e a uzbeque Mexriniso Obidova bronze, com 15s54.

Na prova masculina dos 100m T45/46/47, o paulista Thomaz Ruan conquistou o ouro, com 10s86. No Mundial de Nova Déli, ele completou a distância em 10s82, obtendo a quarta colocação. O uzbeque Omadbek Khasanov foi prata nesta segunda-feira, com 11s14, e o polonês Michal Derus bronze, com 11s19.

Matheus de Lima conquistou ouro nos 100m das classes T42/TT44/T63/T64 (atletas com deficiências ou amputações nos membros inferiores), com 11s34. O norte-americano Desmond Jackson foi prata, com 12s89, e o dinamarquês Daniel Wagner Jorgensen, bronze, com 13s14.

A potiguar Clara Daniele venceu os 100m da classe T12 (baixa visão) com 12s29, seguida pela atleta da casa Khusniya Olimijonova, que fez 12s80.

Prata nos 100m da classe T36 (paralisia cerebral), a paulista Veronica Hipólito completou a prova em 14s52, baixando o tempo obtido em Nova Déli 2025 —14s77 —, quando ela ficou com o bronze. A vitória foi da chinesa Shi Yiting, com 14s29, com a atleta local Shohsanam Safiddinova, completando o pódio com o tempo de 18s67.

Ainda nos 100m, pela classe T12 (deficiência visual), o rondoniense Kesley Josué Pereira Teodoro ficou com a prata ao marcar o tempo de 11s02, atrás do norte-americano Noah Malone, que marcou 10s97. O uzbeque Davlatov Bahodir fechou o pódio com 11s35.

Já na prova dos 5.000 da classe T11 (deficiência visual), o Brasil alcançou mais uma dobradinha. A medalha de ouro ficou com o sul-mato-grossense Yeltsin Jacques, que completou a prova em 15min31s90. A prata ficou com o paulista Júlio Cesar Agripino, que concluiu o percurso em 15min37s06. O uzbeque Jumanazarov Hudaybergan completou o pódio, garantindo o bronze com 20min49s09.

O Brasil ainda conquistou mais um ouro nos 5.000m, na classe T12/T13 (baixa visão), com o gaúcho Jean Oliveira da Silva, que cruzou a linha de chegada com 14min32s92. Ele superou o norte-americano Noah Scherf (16min06s49) e o uzbeque Olimov Nishonboy (17min12s73).

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#Uzbequistão#Esportes Paralímpicos#Brasil