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Brasileiros fazem melhores marcas do mundo e Seleção de atletismo chega a 30 medalhas no Uzbequistão

País já conquistou 19 ouros na Ásia

Redação Surto Olímpico 3 min
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Brasileiros fazem melhores marcas do mundo e Seleção de atletismo chega a 30 medalhas no Uzbequistão
Foto: Divulgação/CPB

A Seleção Brasileira de atletismo conquistou 11 medalhas (seis ouros, quatro pratas e um bronze) nesta terça-feira, 3, segundo dia de disputas do Uzbekistan Para Athletics Open Championships 2026, em Tashkent, no Uzbequistão.

Com isso, o país chega a um total de 30 pódios – 19 ouros, 10 pratas e um bronze – no evento que segue até quarta-feira, 4.

A competição serve como um teste para o próximo Mundial da modalidade, que acontece no Estádio da Cidade Olímpica, em Tashkent, de 19 a 27 de junho de 2027. As marcas obtidas nas provas são válidas para o ranking mundial da modalidade.

O dia de disputas rendeu ao sul-mato-grossense Yeltsin Jacques o ouro e a primeira colocação do ranking mundial dos 1500m da classe T11 (atletas cegos). Ele chegou ao alto do pódio ao finalizar o percurso em 4min00s11, em prova que teve dobradinha brasileira – o paulista Júlio Agripino, ficou com a prata, ao fazer o tempo de 4min02s85. O uzbeque Jumanazarov Hudaybergan completou o pódio, com a marca de 4min59s22.

O tempo de Yeltsin, bicampeão paralímpico da prova, com títulos em Tóquio 2020 e Paris 2024, foi melhor do que os 4min02s02 que garantiram a ele o ouro no último Mundial da modalidade, em Nova Déli, na Índia, em 2025.

Outro atleta que passou a liderar o ranking mundial foi o paulista Christian Gabriel, na prova dos 200m T37 (paralisia cerebral). Ele conquistou a medalha de ouro ao completar a prova em 22s68. Antes, sua melhor marca na prova em 2026 era de 23s33, obtida no Grand Prix de Rabat, no Marrocos, em abril, que o colocava como o quarto melhor do mundo na prova neste ano.

A disputa ainda teve o maranhense Bartolomeu Chaves com a prata, com 23s87. O bronze foi para o uzbeque Sodik Mamadiev, com 26s91.

Natural de Sertãozinho, Christian começou a praticar atletismo em 2018 após convite de amigo que treinava a modalidade entre pessoas sem deficiência. O atleta é medalhista de bronze nos 200m T37 nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 e de prata na mesma prova no Mundial de Paris de 2023, entre outros títulos.

A paulista Beth Gomes foi a responsável por abrir o dia para o Brasil, com ouro no lançamento de disco da classe F53 (atletas que competem sentados), com 16,52m. Ela foi a única a competir na prova, porque a uzbeque Zilola Xotamova não compareceu. Beth já havia vencido o arremesso de peso na segunda-feira, 2, abertura do evento.

A potiguar Clara Daniele também voltou a ser ouro no Uzbequistão e venceu os 200m da classe T12 (baixa visão), com 25s25. A uzbeque Iroda Ibragimova ficou com a prata, com 34s09. Só as duas completaram a prova.

Maria Clara Augusto venceu os 200m da classe T47 (deficiência em membro superior), com 25s07, e chegou ao seu segundo ouro na competição. As uzbeques Mexriniso Obidova, com 32s67, e Safina Zodaeva, com 33s94, completaram o pódio.

O paulista Matheus de Lima também somou seu segundo ouro no Uzbequistão, desta vez nos 200m da classe T44 (deficiência em membro inferior), com 24s06. A prata foi para o uzbeque Rustambek Mutabarov, com 32s29, e o bronze para o também uzbeque Toxirijon Abdiqodirov, com 41s63.

Nos 100m da classe T72 (petra, para atletas com comprometimento motor que correm com apoio de um triciclo), o catarinense João Marques Cunha ficou com a prata, com 15s82. O ouro foi para o uzbeque Xurshid Qodirov, com 15s27, e o bronze para o polonês Mateusz Pawluk, com 16s47.

Na prova dos 1500m das classes T12/T13 (baixa visão), o gaúcho Jean Oliveira da Silva conquistou a medalha de prata ao completar a prova em 3min58s16. O vencedor foi o norte-americano Joel Gomez, com a marca de 3min56s51, e o bronze ficou com o uzbeque Axmadjonov Ziyobek, com 4min28s11.

A potiguar Thalita Simplício obteve o bronze nos 200m da classe T11 (atletas cegos), com 27s59. A chinesa Liu Cuiqing venceu a prova, com 25s48, e a prata ficou com a chinesa Liu Yiming, com 27s22.

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#Esportes Paralímpicos#Uzbequistão#Brasil