atingindo pela primeira vez o primeiro lugar no quadro de medalhas.
O recorde das Américas do dia foi batido por Maria Clara na prova dos 100m da classe T35 (paralisia cerebral), em prova que ainda contou com atletas da classe T36. Ela completou a prova em 14s61, o que deu a ela a medalha de ouro e a nova marca continental. Antes, o melhor resultado era da norte-americana Brianna Salinaro, que correu a distância em 15s78 em julho de 2024 nos Estados Unidos. A prata na prova ainda ficou com a paulista Verônica Hipólito (15s03). O bronze foi para a egípcia Rozabell Rozell Parinus (15s32).
“Estou muito feliz por este começo. Gostei muito da minha corrida. Mesmo com dor, consegui me manter. É uma inspiração muito grande estar aqui, correndo ao lado da Verônica”, disse a atleta.
Maria Clara iniciou no esporte praticando futebol com meninos e meninas sem deficiência, até que o atleta Fábio Bordignon, classe T35 (paralisados cerebrais andantes), a viu fazendo embaixadinhas e a incentivou a ingressar no esporte paralímpico. Clarinha entrou na Escola Paralímpica de Esportes, projeto de iniciação mantido pelo CPB, em que conheceu o atletismo. Atualmente, ela já não integra o projeto, mas segue treinando regularmente no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.
Outro destaque do primeiro dia de evento foi o paraibano e tricampeão paralímpico Petrúcio Ferreira, que conquistou o ouro nos 100m da classe T47 (comprometimento em membros superiores) ao completar a prova em 10s68. A marca é próxima aos 10s66 que deram ao atleta o ouro em Nova Déli em outubro de 2025.
“Eu estou no caminho certo para os Jogos de Los Angeles 2028. São detalhes que eu vou melhorar para chegar aos resultados que busco. Optamos por qualidade de treino, em vez de quantidade. Isso tem me ajudado bastante. O corpo com menos dores e com equilíbrio muscular traz estes resultados melhores para dentro da pista”, afirmou o atleta, que se tornou pentacampeão mundial dos 100m no ano passado.
Na mesma prova, o Brasil ainda teve o paulista Thomaz Ruan, que obteve o bronze com a marca de 10s83.
Campeã dos 100m e dos 200m nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, a acreana Jerusa Geber venceu os 100m da classe T11 (cegos), com a marca de 12s23. O pódio ainda teve as angolanas Juliana Ngleya (13s12) e Regina Josefina Dumbo (13s62) com a prata e o bronze.

