Brasil abre GP de atletismo no Marrocos com 17 ouros e recorde das Américas de estreante

A competição segue nesta sexta-feira

Foto: Marcello Zambrana/CPB
Foto: Marcello Zambrana/CPB

atingindo pela primeira vez o primeiro lugar no quadro de medalhas.

O recorde das Américas do dia foi batido por Maria Clara na prova dos 100m da classe T35 (paralisia cerebral), em prova que ainda contou com atletas da classe T36. Ela completou a prova em 14s61, o que deu a ela a medalha de ouro e a nova marca continental. Antes, o melhor resultado era da norte-americana Brianna Salinaro, que correu a distância em 15s78 em julho de 2024 nos Estados Unidos. A prata na prova ainda ficou com a paulista Verônica Hipólito (15s03). O bronze foi para a egípcia Rozabell Rozell Parinus (15s32).

“Estou muito feliz por este começo. Gostei muito da minha corrida. Mesmo com dor, consegui me manter. É uma inspiração muito grande estar aqui, correndo ao lado da Verônica”, disse a atleta.

Maria Clara iniciou no esporte praticando futebol com meninos e meninas sem deficiência, até que o atleta Fábio Bordignon, classe T35 (paralisados cerebrais andantes), a viu fazendo embaixadinhas e a incentivou a ingressar no esporte paralímpico. Clarinha entrou na Escola Paralímpica de Esportes, projeto de iniciação mantido pelo CPB, em que conheceu o atletismo. Atualmente, ela já não integra o projeto, mas segue treinando regularmente no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Outro destaque do primeiro dia de evento foi o paraibano e tricampeão paralímpico Petrúcio Ferreira, que conquistou o ouro nos 100m da classe T47 (comprometimento em membros superiores) ao completar a prova em 10s68. A marca é próxima aos 10s66 que deram ao atleta o ouro em Nova Déli em outubro de 2025.

“Eu estou no caminho certo para os Jogos de Los Angeles 2028. São detalhes que eu vou melhorar para chegar aos resultados que busco. Optamos por qualidade de treino, em vez de quantidade. Isso tem me ajudado bastante. O corpo com menos dores e com equilíbrio muscular traz estes resultados melhores para dentro da pista”, afirmou o atleta, que se tornou pentacampeão mundial dos 100m no ano passado.

Na mesma prova, o Brasil ainda teve o paulista Thomaz Ruan, que obteve o bronze com a marca de 10s83.

Campeã dos 100m e dos 200m nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, a acreana Jerusa Geber venceu os 100m da classe T11 (cegos), com a marca de 12s23. O pódio ainda teve as angolanas Juliana Ngleya (13s12) e Regina Josefina Dumbo (13s62) com a prata e o bronze.

“Foi minha primeira prova do ano com meu guia Gabriel Garcia. O vento estava contra e o tempo frio, o que atrapalhou um pouco, mas foi um bom começo de temporada. Temos mais competições pela frente e vamos tentar melhorar esta marca”, disse a atleta, recordista mundial da prova com 11s80 marcados em Paris 2024.

A paulista Beth Gomes, da classe F53 (cadeirantes) conquistou o ouro com a marca de 7,22m em prova que também contou com atletas da classe F54 e F55 (com limitação físico-motora menor do que a dela). A prata foi para a marroquina Norelhouda El Kaoui (6,64m) e o bronze para a bielorrussa Yuliya Nezhura (6,33m).

“Foi uma boa prova. Eu me senti confortável nos arremessos, encaixei acima de sete no começo de temporada. Estou muito feliz por poder levar esta medalha para o Brasil”, afirmou Beth, que é bicampeã paralímpica no lançamento de disco.

A paulista Zileide Cassiano conquistou a prova do salto em distância para a classe T20 (deficiência intelectual) com a marca de 5,79m. Ela foi mais longe que a croata Mikela Ristoski (5,35m) e a indonesa Rica Octavia (5,05m).

“Eu gostei muito da minha marca, eu me senti muito leve na competição. Foi a minha melhor deste ano. Eu tenho sempre este objetivo de buscar um melhor resultado e sei que posso conseguir muito mais”, comemorou a atleta.

Nos 100m feminino para a classe T47 (limitações em membros superiores), a potiguar Maria Clara Augusto foi a primeira colocada com 12s53. A prata foi para a chinesa Jie Xhan (12s80) e o bronze para Clementine Uwiduhay, de Ruanda (14s03).

No lançamento de club da classe F32 (lesões encefálicas) o Brasil conquistou duas medalhas: ouro com a paulista Giovanna Boscolo (25,94m) e bronze com a amapaense Wanna Brito (21,56m). A medalha de prata ficou com a marroquina Oumaima Oubraym, com 24,74m.

Já no arremesso de peso, na classe F37 (paralisia cerebral), o catarinense João Vitor Diamantina Vieira foi ouro com a marca de 12,56m, superando os tchecos Michel Pallag (11,00m) e Michal Viimmer (10,44m), respectivamente medalhistas de prata e bronze.
Nos 100m da classe T38 (paralisia cerebral), o Brasil foi ouro com Hentony Carvalho (11s05), que ficou no pódio junto ao chinês Peng Zhou (11s18).

O ouro dos 100m da classe T37 (paralisia cerebral) ficou com o paulista Christian Gabriel, que completou a distância em 11s36. A prata foi conquistada pelo saudita Ali Alnakhli (11s51) e o bronze pelo indonésio Saptoyogo Purnomo (11s64).

O paranaense Vinicius Rodrigues foi o medalhista de ouro dos 100m na disputa para as classes T63 e T64 (atletas com próteses em membros inferiores). Ele venceu a disputa com 12s75. Dois sauditas completaram o pódio: Abdulaziz Alshamani, com 13s36, ficou com a prata, e Ali Aunasser, com 23s11, ficou com o bronze.

A maranhense Rayane Soares venceu os 100m da classe T13 (baixa visão) com 12s09. Ela ficou à frente da chinesa Lin Zhu, que obteve a prata com 13s05, e de Rahinatou Mone, de Burquina Fasso, bronze com 14s20.

Na mesma prova, na classe T12 masculina, o Brasil ainda conquistou uma prata com o rondoniense Kesley Teodoro, que terminou a prova em 11s22. O ouro ficou com o marroquino Madi Afri (11s14) e o bronze com o egípcio Muhamad Afiq Anafiah (11s45).

Nos 100m para a classe T13 (baixa visão), Fabrício Ferreira, de Mato Grosso do Sul, ficou no lugar mais alto do pódio com a marca de 11s23. A prata foi para o italiano Francesco Cortinovis (11S45) e o bronze para o bielorrusso Dzmitry Kaskevich (11S55).

O sul-mato-grossense Paulo Henrique dos Santos, da classe T13 (baixa visão) foi ouro em disputa que também envolveu a classe T20 (deficiência intelectual) ao atingir 6,83m e 892 pontos. Foi a mesma marca obtida pelo egípcio Eljoe Gotuoh, da classe T20, que obteve 880 pontos e ficou com a prata. O bronze foi para o também egípcio Mohamad Rahmat Zik, com 6,37m.

O Brasil ainda foi ouro na prova dos 100m na classe T44 (lesões em membros inferiores) com o paulista Matheus de Lima, que registrou 11s05. Na mesma distância, para a classe T12 (baixa visão), foi ouro com a potiguar Clara Daniele (12S21)e prata com a capixaba Lorraine Aguiar (12s29).

Além disso, o país obteve uma medalha de ouro no lançamento de dardo com o paraibano Cicero Nobre (47,35m); uma prata com Caio Vinicius da Silva Pereira no arremesso de peso com a marca de 16,35m em disputa que envolveu as classes F12, F13 e F20; e um bronze com a sul-mato-grossense Ana Beatriz Magalhãs Dias no lançamento de disco da classe F38, com 28,23m.

Redação Surto Olímpico

Redação Surto Olímpico

Desde 2011, vivendo os esportes olímpicos e paralímpicos com intensidade o ano inteiro. Estamos por trás de cada matéria, cobertura e bastidor que conecta atletas e torcedores com informação acessível, atualizada e verdadeira.
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