Seleção teve atuação avassaladora nos dois sets iniciais, desperdiçou ponto decisivo no terceiro, porém se recuperou e garantiu o triunfo em sua estreia
A Seleção Brasileira feminina de vôlei iniciou sua caminhada rumo ao inédito título da VNL (Liga das Nações) com susto na noite desta quarta-feira (3). Sob os olhares de um bom público no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, a equipe comandada por José Roberto Guimarães enfrentou dificuldades no terceiro e quarto sets diante da destemida seleção dos Países Baixos, mas conseguiu se impor no momento derradeiro para vencer por 3 a 1, com parciais de 25/17, 25/15 e 25/27 e 25/23.
Este foi o oitavo encontro entre Brasil e Países Baixos pela VNL, e o conjunto verde e amarelo manteve a invencibilidade contra as europeias.
A capitã Gabi Guimarães, poupada nesta estreia, e as levantadoras Macris e Roberta são as únicas remanescentes brasileiras do duelo entre as seleções na edição inaugural da competição, em 2018. Do lado neerlandês, apenas a capitã e levantadora Britt Bongaerts permanece no elenco.
Destaques
Com 24 acertos, Julia Bergmann foi a principal pontuadora do jogo. Tainara e Julia Kudiess também tiveram um ótimo desempenho, com 21 e 20 pontos, respectivamente.
Pelo lado europeu, Kok fez 13 pontos e foi o destaque da equipe.
O jogo
1° set
Nos primeiros momentos da partida, as levantadoras variaram a distribuição das bolas, e as atacantes corresponderam com boa eficiência, resultando num efêmero equilíbrio. Na segunda metade, tudo fluiu de forma tranquila para as brasileiras. Além dos quatro aces anotados, sendo dois de Julia Kudiess, o saque também desestabilizou o passe do oponente. Vale destacar que o time de Zé Roberto não cometeu nenhum erro no fundamento durante a parcial.
O sistema defensivo freou o ataque neerlandês, que demonstrou impaciência e passou a cometer erros. Kudiess fechou o muro pelo meio de rede e o tridente de atacantes das pontas, Ana Cristina, Julia Bergmann e Tainara, mostraram um forte poder de fogo e despejaram bolas na quadra adversária. O set foi finalizado da mesma forma que iniciou: com um ponto de ataque de Ana Cristina, que colocou 25 a 17 no marcador.
2° set
Diferentemente da parcial anterior, o Brasil imprimiu alta intensidade e pressionou as adversárias desde os primeiros pontos, abrindo 11 a 5. Julia Kudiess se juntou à Bergmann e Tainara e contribuiu com golpes pelo meio. O ataque neerlandês, pouco inspirado, permanecia bem marcado pelo bloqueio verde amarelo, com direito a ponto da levantadora Macris, de 1,78 m, no fundamento.
A equipe se manteve viva por um pequeno período devido aos erros de saque brasileiro. Entretanto, Bergmann, Tainara e Kudiess voltaram a pisar no acelerador e atropelaram a defesa, fazendo com que a distância superasse a casa dos dez pontos. A central pontuou nos três fundamentos (ataque, bloqueio e saque) na parcial e Tainara, numa paralela por cima da marcação, fechou em 25/15.
3° set
Com 2 a 0 de frente, a Seleção diminuiu seu volume de jogo. Além disso, teve seu pior período no saque, cometendo muitos desperdícios. O conjunto dos Países Baixos se reorganizou defensivamente e aproveitou a oscilação adversária com a boa atuação da levantadora Van Aalen. As atacantes das pontas mostraram eficiência e contribuíram para o estabelecimento da liderança do placar em grande parte da parcial. O Brasil restabeleceu a linha de passe na reta final e o ataque acompanhou a evolução. Tainara virou num ace e Julia Kudiess anotou mais um bloqueio para colocar a dianteira em 22 a 20.
Contudo, justamente no ápice do time na parcial houve uma pane elétrica no ginásio e o duelo ficou paralisado por pouco mais de 10 minutos. No retorno, as europeias contaram com um erro de Tainara para igualar em 24. Após Bergmann ter seu golpe desperdiçado checado (sem sucesso) pelo “VAR” por suspeita de desvio da defesa, os Países Baixos venceram o set em 27 a 25 e diminuíram a desvantagem em 2 a 1.
4° set
Zé Roberto promoveu a entrada de Helena no lugar de Ana Cristina, que aparentava desgaste físico. A derrota anterior pareceu ter abalado momentaneamente o quadro brasileiro na primeira metade do quarto set. As oponentes repetiam a atuação e chegaram a abrir 13 a 9, ancoradas ofensivamente por Kok e pela central Stuut. Helena deu lugar à Rosamaria e Kisy e Roberta também entraram. Porém, quem chamou a responsabilidade foi Julia Kudiess. A central anotou um bloqueio e um ace e recolocou o Brasil no controle do placar.
O valente conjunto neerlandês não se rendeu, defendeu bem e manteve o equilíbrio até o fim. Ainda teve outra a chance de cortar um set point brasileiro, mas a levantadora Roberta, num bloqueio simples, impediu um novo drama e deu números finais à parcial, em 25/23, e ao jogo.
Próximas partidas
A agenda da semana promete agradar em cheio o voleifã, com mais três compromissos do Brasil em apenas quatro dias. O conjunto volta à quadra na quinta-feira, no sábado e no domingo, novamente em Brasília.
- 4/6, às 20h – Brasil x República Dominicana
- 6/6, às 11h – Brasil x Bulgária
- 7/6, às 14h30 – Brasil x Itália








