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Ana Júlia Souza voa no Ibirapuera e termina o Brasileiro Sub-18 de atletismo com quatro medalhas de ouro

Velocista do Sesi-SP, de apenas 15 anos, conquistou o ouro nos 100 m e nos 200 m e também nos revezamentos 4x100 m misto e feminino em sua primeira temporada na categoria

Redação Surto Olímpico 5 min
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Ana Júlia Souza voa no Ibirapuera e termina o Brasileiro Sub-18 de atletismo com quatro medalhas de ouro
Foto: Gustavo Alves/CBAt

Ana Júlia Souza de Oliveira voou na pista do Estádio Ícaro de Castro Mello, em São Paulo, durante os três de disputas do Brasileiro Interclubes CBI de Atletismo Sub-18 Loterias Caixa, encerrado neste domingo (23/8). A atleta do Sesi-SP, de apenas 15 anos, conquistou quatro medalhas de ouro, em seu primeiro ano na categoria. Ana Júlia foi campeã dos 100 m e dos 200 m e também dos revezamentos 4x100 m misto e feminino.

No último dia de provas, Ana Júlia foi campeã dos 200 metros, na sessão da manhã, com o tempo de 24.34 (0.8), recorde pessoal. À tarde, fechou o revezamento 4x100 metros feminino do Sesi, com a marca de 47.56.

"Cada medalha mostra que, com dedicação e responsabilidade, a gente consegue alcançar o nosso sonho. E tem que sonhar alto, porque se não a gente não conquista. Mas com quatro medalhas eu não sonhava!", admite Ana Júlia, que completará 16 anos em 28 de outubro, e treina com Rosana Soares e Darci Ferreira.

O primeiro ouro veio na sexta-feira (21/8), na final dos 100 metros, com o tempo de 11.98 (-1.1), em uma tarde de frio e vento em São Paulo. A segunda conquista veio no sábado (22/8), no revezamento 4x100 m misto, prova que fará sua estreia no programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. Ana Júlia também fechou a prova do Sesi, que teve Cauã Yamamoto, Mariana Moreira Leite e Kauã Ventura (campeão dos 100 m), com o tempo de 45.41.

Além dos quatro ouros, o Brasileiro Sub-18 também será especial para Ana Júlia por outro motivo: a companhia e a parceria com a irmã gêmea, Lorena. As irmãs disputaram a final dos 100 metros – Lorena foi 5ª colocada – e o 4x100 m feminino. No revezamento campeão, foi Lorena quem passou o bastão para Ana Júlia fechar a prova.

"Foi muito legal. Eu e a minha irmã sempre ficamos em curvas opostas, e agora foi a primeira vez, em uma competição oficial, que a gente fez a passagem uma para a outra", disse a campeã – Luana Rocha Carioca e Mariana Moreira Leite fizeram a primeira e a segunda pernas do revezamento.

Ana Júlia é de Diadema, cidade da região metropolitana de São Paulo, e começou no atletismo em 2024, vinda do futsal. "Eu jogava na escola e acabei me destacando, porque eu tinha muita velocidade em um espaço curto, que é a quadra." O convite para o teste no atletismo veio a partir do professor de educação física Victor Caetano, na Escola Estadual Antonieta Borges Alves, que fez uma seletiva. Ana Júlia nem queria participar, mas foi estimulada pela irmã gêmea, Lorena, e ambas iniciaram no atletismo.

Pedro Henrique traz experiência do Mundial Sub-20 para o ouro no dardo

Pedro Henrique Faustino da Silva (AD Criciúma-SC), de 17 anos, conquistou seu primeiro título brasileiro sub-18 no lançamento do dardo, em sua última temporada na categoria. O atleta catarinense fez a marca de 68,83 metros, melhor resultado do ano, no dardo de 700 g – o peso do implemento, a partir da categoria sub-20, é de 800 gramas.

É o segundo título nacional de Pedro Henrique na temporada, que foi campeão do Brasileiro Sub-20, em Cuiabá (MT), e garantiu a vaga no Mundial da categoria, realizado no início de agosto. A experiência do Mundial Sub-20 do Oregon (EUA) foi transformadora, disse Pedro.

"A experiência foi incrível, sem comparação com o que eu já tinha vivido. Fiquei muito feliz de ter chegado lá e, estando com os atletas do nível de um Mundial, faz com a que a gente pense em melhorar. Voltei com a certeza de que eu posso buscar mais. Eu cheguei aqui na competição sabendo que eu posso prestar mais atenção nos detalhes, nos cuidados, nos treinos, para evoluir cada vez mais", disse Pedro Henrique.

Pedro Henrique é de Nova Veneza, cidade de 15 mil habitantes vizinha de Criciúma, em Santa Catarina. Treina com o professor Roberto Carlos Bortolotto, que construiu em um campo de futebol da cidade uma pista para saltos em distância, triplo e vara, além de uma área de lançamentos. "Comecei no atletismo cinco anos atrás, nos Jogos da minha cidade. E foi lá que o professor Bortolotto me descobriu".

Apesar das conquistas de 2026, teve uma temporada desafiadora na parte física. Pedro Henrique quebrou o braço em dezembro de 2025, voltou a treinar em fevereiro, mas depois passou por problemas com o tendão do braço direito, o do lançamento, e na virilha. "Foi um ano complicado, lesionado, e senti o cotovelo depois da qualificação. Mas quero agradecer às pessoas que estão ao meu lado, meu treinador e a minha família".

Mateus Santos é o campeão dos 5.000 metros da marcha atlética

Na primeira prova do último dia de disputas do Brasileiro Sub-18, Mateus Ribeiro Pereira dos Santos (Associação Comunidade do Atletismo-SC), conquistou o título nacional com a sua melhor marca pessoal, 22:17.77 – ele tinha 22:47.19, de julho, quando foi campeão catarinense sub-18. Aos 16 anos – faz 17 em setembro –, o marchador comemorou seu primeiro título da categoria.

"Esse é meu segundo Brasileiro Sub-18, e também meu último. No ano passado eu fui desclassificado. Eu estou muito feliz, fiz o que eu treinei. Só minha treinadora e a minha família sabem o quanto eu me preparei para conquistar esse título. Foi um tempo bom, mas cansei, porque a pista é boa, mas como está muito nova incomodou um pouco as canelas", disse.

Mateus começou no atletismo em 2022, a convite da sua treinadora, Janaína Moser, então sua professora de educação física na Escola Básico Prefeito Alberto Werner. "Fui para a escolinha de atletismo e, um dia, fiz um teste de marcha. Conheci a marcha lá e eu comecei a gostar." Nascido em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, mudou-se com a família para Itajaí (SC) aos 8 anos.

Nesta temporada, Mateus foi bicampeão da Copa Brasil de Marcha Atlética na categoria sub-18. Também disputou o Mundial de Marcha Atlética por Equipes, em Brasília (DF), disputado em abril – competiu a prova dos 10 km, que é sub-20."Foi muito especial pra mim ter ido para o Mundial, inclusive por ser sub-18. Foi uma sensação muito boa, inexplicável."

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#Brasileiro sub-18 de atletismo