A mesa executiva do Comitê Olímpico Internacional (COI) rejeitou na quarta-feira (10) a presença de esportes de verão nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030.
A explicação mais clara veio de Karl Stoss, membro austríaco do COI e presidente do grupo de trabalho do programa olímpico, que contextualizou a discussão em relação à identidade dos eventos de inverno e não apenas à expansão do número de modalidades. ”Discutimos isso por muito tempo, a questão da transição dos esportes de verão para os de inverno”, disse ele durante a aparição online.
Sua conclusão estabeleceu os limites para o atual ciclo olímpico. ”Decidimos, de forma muito clara para os próximos Jogos Olímpicos de Inverno, que gostaríamos de manter a identidade dos esportes de inverno, da neve e do gelo. Estes são os Jogos Olímpicos de Inverno. Sem transição no momento”, acrescentou Stoss, fechando assim qualquer caminho imediato para disciplinas fora dos limites tradicionais dos Jogos de Inverno.
A decisão deixa de fora do programa dos Alpes Franceses 2030 o cross-country, o trail running, o ciclocross e o gravel, propostas ligadas ao debate sobre como renovar o produto olímpico, atrair novos públicos e abrir mais oportunidades para países sem uma forte tradição em neve ou gelo.

