Os organizadores italianos enfrentam um déficit de € 310 milhões (R$ 1.8 bilhão) devido ao aumento dos custos e ao não atingimento das metas de receita. No entanto, o Comitê Olímpico Internacional descartou fornecer apoio adicional, afirmando que a responsabilidade é exclusivamente do comitê organizador local.
O projeto foi vendido como Jogos sustentáveis e sem custos adicionais. Essa narrativa não se sustentou: o orçamento cresceu de € 1,4 bilhão (R$ 8.1 bilhão) para € 1,7 bilhão (R$ 9.9 bilhão), e as contas finais mostram um déficit, apesar das 30 medalhas conquistadas pela Itália. Grande parte da pressão vem de duas frentes: de um lado, mais de € 230 milhões (R$ 1.34 milhões) em custos adicionais, em grande parte relacionados a atrasos na construção e problemas de infraestrutura – incluindo a Arena Santa Giulia; do outro, cerca de € 80 milhões (R$ 466 milhões) em receitas não arrecadadas com patrocínios, contratos de transmissão e venda de ingressos.
Os Jogos Olímpicos de Inverno terminaram em fevereiro, seguidos pelos Jogos Paralímpicos em março, mas o panorama financeiro só se tornou mais evidente desde então. O déficit persiste e a posição do COI não mudou. De acordo com o Acordo do Programa Conjunto de Marketing, o déficit será coberto pelas partes interessadas da Fondazione Milano Cortina 2026: o Estado italiano, as regiões do Vêneto e da Lombardia, as províncias autônomas de Trento e Bolzano e os municípios de Milão e Cortina.

