Por Lucas Felix
Além da tradicional e habitual partida do Brasileirão masculino, o final de semana da Globo teve exibições do futebol feminino, da Fórmula 1, do vôlei feminino e até do atletismo ao vivo. Na média de audiência, mesmo em faixas distintas, todas as atrações giraram em torno dos 9 pontos, garantindo a liderança da emissora, seja no sábado ou no domingo. Apesar dos números similares, contudo, o tratamento entre os esportes foi bem distinto.
O confronto entre Brasil e Argentina no vôlei feminino teve o começo do jogo perdido pela transmissão para priorizar o pódio da Fórmula 1, que contou com um italiano, um holandês e um britânico na Espanha. Não muito depois, enquanto a Seleção Brasileira celebrava o seu pódio no Maracanãzinho pelo título sul-americano, o Esporte Espetacular exibia uma reportagem sobre a liga de futebol americano e não cortou para imagens ao vivo do Hino Nacional brasileiro. A matéria foi seguida pela informação sobre a venda de ingressos para a partida da bola oval que será sediada no Maracanã, com direito a uma exibição de QR code na tela na tentativa de convencer o público a esgotar as entradas, que já estão no mercado desde junho.
Ao contrário do vôlei, que não teve literalmente nenhum segundo de pré-jogo, a F1 contou com seus habituais vinte minutos de aquecimento do público. Além do programa próprio na TV aberta nas noites de sextas, enquanto o olímpico Hello LA segue restrito somente ao SporTV 2.
O merchandising da NFL continuou no Fantástico, que voltou a exibir no ar o código que levava para a página do site da Globo com as informações sobre as vendas. Depois de mais de três minutos dedicados ao futebol com bola oval, restou ao dominical lembrar que o intervalo de atração terá shows de Pedro Sampaio e Ricky Martin como argumento para a comercialização. Outros dois minutos do programa foram reservados ainda para a cobertura do automobilismo, focada na presença de Vinicius Júnior e Virgínia Fonseca na corrida madrilenha.
Se NFL e F1 juntas somaram mais de cinco minutos no “show da vida”, tempo de tela equivalente ao do Brasileirão em dia de clássico com as maiores torcidas do país envolvidas, as conquistas brasileiras no vôlei e no atletismo foram resumidas num mesmo bloco de notas cobertas que não chegou a 20% desse espaço.

