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Coluna Coelho Olímpico - Fim de semana multiesportivo da Globo mostra equivalência de boa audiência entre modalidades tratadas de maneiras bem diferentes

Hino para Antonelli na F1 atrasa começo do vôlei, mas Hino do Brasil no Maracanãzinho é trocado por VT sobre NFL

Redação Surto Olímpico 4 min
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Coluna Coelho Olímpico - Fim de semana multiesportivo da Globo mostra equivalência de boa audiência entre modalidades tratadas de maneiras bem diferentes
Foto: Reprodução

Por Lucas Felix

Além da tradicional e habitual partida do Brasileirão masculino, o final de semana da Globo teve exibições do futebol feminino, da Fórmula 1, do vôlei feminino e até do atletismo ao vivo. Na média de audiência, mesmo em faixas distintas, todas as atrações giraram em torno dos 9 pontos, garantindo a liderança da emissora, seja no sábado ou no domingo. Apesar dos números similares, contudo, o tratamento entre os esportes foi bem distinto.

O confronto entre Brasil e Argentina no vôlei feminino teve o começo do jogo perdido pela transmissão para priorizar o pódio da Fórmula 1, que contou com um italiano, um holandês e um britânico na Espanha. Não muito depois, enquanto a Seleção Brasileira celebrava o seu pódio no Maracanãzinho pelo título sul-americano, o Esporte Espetacular exibia uma reportagem sobre a liga de futebol americano e não cortou para imagens ao vivo do Hino Nacional brasileiro. A matéria foi seguida pela informação sobre a venda de ingressos para a partida da bola oval que será sediada no Maracanã, com direito a uma exibição de QR code na tela na tentativa de convencer o público a esgotar as entradas, que já estão no mercado desde junho.

Ao contrário do vôlei, que não teve literalmente nenhum segundo de pré-jogo, a F1 contou com seus habituais vinte minutos de aquecimento do público. Além do programa próprio na TV aberta nas noites de sextas, enquanto o olímpico Hello LA segue restrito somente ao SporTV 2.

O merchandising da NFL continuou no Fantástico, que voltou a exibir no ar o código que levava para a página do site da Globo com as informações sobre as vendas. Depois de mais de três minutos dedicados ao futebol com bola oval, restou ao dominical lembrar que o intervalo de atração terá shows de Pedro Sampaio e Ricky Martin como argumento para a comercialização. Outros dois minutos do programa foram reservados ainda para a cobertura do automobilismo, focada na presença de Vinicius Júnior e Virgínia Fonseca na corrida madrilenha.

Se NFL e F1 juntas somaram mais de cinco minutos no “show da vida”, tempo de tela equivalente ao do Brasileirão em dia de clássico com as maiores torcidas do país envolvidas, as conquistas brasileiras no vôlei e no atletismo foram resumidas num mesmo bloco de notas cobertas que não chegou a 20% desse espaço.

E não se tratavam de competições banais: se o vôlei levou o principal torneio do continente, Alison dos Santos foi o vencedor do Mundial Ultimate, uma espécie de Supercopa entre os ganhadores de outros torneios da modalidade (ele próprio já é o atual detentor da Liga Diamante, um Circuito Mundial). Foram representantes do Brasil no topo do pódio em momentos oficiais, além de meras etapas ou começos de temporada. Ainda assim, suas histórias soaram pouco fantásticas para o programa. A de Guilherme Schmidt, ouro no Grand Slam de judô de Budapeste, nem os poucos segundos teve.

O jornalístico fechou com essa desproporção editorial um fim de semana que poderia ser visto mais positivamente com um mínimo de cuidado para uma melhor equivalência e priorização dos atletas nacionais. No sábado, afinal, o jogo feminino do Brasileirão enfrentou uma partida do torneio masculino na Record. E a venceu tranquilamente. É um marco importante para a consolidação da exibição no novo espaço da grade, mesmo com a ponderação natural de que o duelo entre homens tenha sido entre equipes sulistas que flertam com a zona de rebaixamento.

O futebol feminino conta com uma positiva paciência que não é concedida para outros esportes, como o próprio vôlei. A tarde de sábado também teve partida do Sul-Americano no Maracanãzinho, essa restrita à TV fechada, sem entrar nem mesmo na GE TV, que replicou apenas a partida da TV aberta ao longo de toda semana.

No domingo, ao ser testado na faixa do meio-dia, o vôlei (com os flashes do judô e atletismo) mostrou que o Esporte Espetacular pode ser estendido segurando bem o público caso tenha eventos ao vivo relevantes dentro da sua exibição, sem necessidade de se resumir a uma correria de notas nos domingos em que sucede o automobilismo.

O programa teve média parecida com a da Temperatura Máxima na faixa na semana anterior, mantendo uma sequência de grade interrompida com a fuga da plateia apenas quando o esportivo deu lugar ao Em Família com Eliana. Na troca do esporte para o entretenimento, até a liderança global foi perdida por alguns instantes.

Não custa lembrar que o bom e velho futebol masculino de campo foi responsável pelo maior índice do dia, com uma média que superou folgadamente a segunda parte do Domingão com Huck e o Fantástico.

Como destaque positivo, vale mencionar o uso do time de narradores da casa. Renata Silveira fez o duelo do futebol feminino, Everaldo Marques seguiu com a Fórmula 1, Gustavo Villani assumiu o vôlei e Luis Roberto esteve em Flamengo x Corinthians. Além do principal quarteto da rede sendo acionado conjuntamente, foi bacana também a escalação de Jader Rocha para a corrida dos 400 metros com barreiras. Tanto pelo espaço ao excelente locutor quanto pela preocupação em cada evento ter um nome dedicado com atenção máxima para ele.

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#Globo#Televisão#Vôlei