A organização internacional delineou medidas imediatas para melhorar o apoio financeiro a atletas, incluindo indenizações por participação, partilha de receitas e maior liberdade comercial, após o debate provocado por Kirsty Coventry.
A questão da compensação financeira para atletas, recentemente abordada pela presidente do Comitê Olímpico Internacional, ganhou novo fôlego com a publicação de uma proposta da Global Athlete, grupo que promove os direitos e a representação dos atletas. A proposta apresenta uma série de reformas destinadas a aumentar o apoio financeiro direto sem alterar formalmente o seu estatuto jurídico no Movimento Olímpico.
O documento surge como resposta direta aos comentários recentes de Coventry, que afirmou não acreditar que os atletas olímpicos devam ser pagos para competir. Para a GA, essa posição reabre uma discussão mais ampla sobre a distribuição do valor económico gerado pelo desporto olímpico.
Coventry esclareceu posteriormente que se referia aos prémios em dinheiro olímpicos, argumentando que tal modelo beneficiaria apenas um pequeno número de atletas, e insistindo que o COI deve encontrar mais formas de apoiar os atletas diretamente.
A GA defende que o objetivo fundamental continua a ser a obtenção de um acordo coletivo que garanta uma partilha justa das receitas e a representação formal dos atletas. Entretanto, a GA propõe medidas imediatas que permitiriam ao COI fornecer apoio financeiro significativo sem criar uma relação tradicional de empregador-empregado.

