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Estados Unidos domina a França e conquista o 12º título da Copa do Mundo de Basquete Feminino

Após ficar atrás do placar no primeiro tempo, seleção norte-americana fez um terceiro período avassalador e confirmou sua quinta conquista consecutiva do torneio

Thiago Chaguri 4 min
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Estados Unidos domina a França e conquista o 12º título da Copa do Mundo de Basquete Feminino
Foto: REPRODUÇÃO/FIBA

Na partida que marcou a reedição da final dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, os Estados Unidos tiveram mais facilidade desta vez e voltaram a vencer a França, por 97 a 79, neste domingo (13), na Arena Berlim, na Alemanha, e conquistaram o 12º título da Copa do Mundo de Basquete Feminino, o quinto consecutivo.

Mais cedo, a Espanha bateu a Alemanha por 81 a 57 e ficou com a medalha de bronze. 

A Copa do Mundo valia uma vaga direta para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 ao campeão, com a exceção de um título justamente dos Estados Unidos, já classificados como país-sede. Nesse caso, a vaga não será concedida à França, que ainda precisará disputar o Pré-Olímpico.

EUA iguala façanha da União Soviética 

Com a conquista, a seleção norte-americana igualou o feito da extinta União Soviética, pentacampeã mundial entre 1959 e 1975. Além disso, ampliou sua invencibilidade na competição para 36 jogos. A última derrota ocorreu em 2006, no Brasil, na semifinal diante da Rússia. 

Aquela edição, inclusive, teve a última vencedora inédita do torneio: a Austrália, que se juntou a Brasil, ao próprio Estados Unidos e União Soviética no seleto grupo de campeãs.

Breanna Stewart iguala recorde de Sue Bird

Dos títulos conquistados entre 2010 e 2026 pelos Estados Unidos, Breanna Stewart participou dos quatro mais recentes. A ala-pivô se tornou a maior vencedora individual do torneio, igualando o recorde da lendária compatriota Sue Bird, campeã em 2002, 2010, 2014 e 2018.

França volta ao pódio após 73 anos, mas Europa permanece em longo jejum

A França alcançou a final pela primeira vez na história das Copas do Mundo e subiu ao pódio após 73 anos. Seu melhor resultado, até então, havia sido a conquista da medalha de bronze na primeira edição da competição, disputada no Chile, em 1953.

A Europa terá de esperar mais quatro anos para tentar encerrar um longo jejum que perdura desde 1983. O último título de uma seleção do continente no basquete feminino foi o sexto e último da União Soviética.

Destaques da partida

Decisiva, Breanna Stewart foi a cestinha do jogo e anotou um double-double de 22 pontos e dez rebotes. A ala-pivô ainda conquistou o prêmio de MVP da competição pela segunda vez na carreira. Jackie Young também teve boa ccontribuição na decisão. Marcou 18 pontos, coletou seis rebotes, distribuiu cinco assistências e foi eleita a melhor jogadora da partida.

Pelo lado frances, Dominique Malonga teve grande desempenho, com 21 pontos e seis rebotes. Gabby Williams obteve 19 pontos e sete assistências.

O jogo

As equipes adotaram estratégias semelhantes nos primeiros minutos da partida. Quando os Estados Unidos acertaram sua primeira tentativa de três pontos, a França imediatamente deu o troco. No desenrolar do período, as norte-americanas focaram em jogadas individuais para criar arremessos de média distância, enquanto as adversárias permaneciam atacando a cesta e ainda adicionaram mais duas bolas de longa distância para largar na frente por 20 a 17.

Bem ajustada na marcação e letal no ataque, a seleção europeia aumentou a diferença para 11 pontos em menos de dois minutos do segundo quarto. Sua produção ofensiva foi ainda melhor do que no período anterior, principalmente pelo bom aproveitamento no perímetro, com quatro conversões em sete chutes. O adversário, porém, despertou e reagiu. Ancorados por Jackie Young, do perímetro, e Breanna Stewart, no garrafão, os Estados Unidos cortaram a desvantagem para apenas dois pontos (45 a 43) com a bola tripla de Caitlin Clark no estouro do cronômetro.

Breanna Stewart e Gabby Williams disputando bola (Foto: reprodução/Fiba)

Aproveitando a ansiedade na construção das jogadas e a falta de pontaria francesa após o retorno do intervalo, as estadunidenses, sempre intensas e prolíficas nos terceiros períodos do torneio, anotaram 12 pontos em quatro minutos, sofreram apenas dois e retomaram a ponta. As francesas, com um ótimo aproveitamento na casa dos 50% no primeiro tempo, utilizaram menos o perímetro e insistiram demasiadamente no jogo interno, mesmo com o setor defensivo adversário limitando os espaços próximos à cesta. A situação causou desconforto e o descontrole tomou conta da equipe. Marine Johannes cometeu duas faltas no mesmo lance, sendo uma antidesportiva, em Kahleah Cooper, que converteu três dos quatro lances livres no minuto final. O marcador indicava um avassalador 30 a 12 em dez minutos de quarto.

Caitlin Clark anotou cinco pontos consecutivos, dois no último lance da parcial anterior e três no primeiro ataque do último quarto, e colocou 19 de frente para as norte-americanas (76 a 57). O selecionado fez uma corrida de 10 a 0 ainda na primeira metade e praticamente colocou um fim na esperança francesa, que até melhorou sua produção ofensiva posteriormente. Mas os Estados Unidos trocaram pontos, administraram a vantagem e confirmaram o título com a vitória por 97 a 79.

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