A Federação Russa de Atletismo (RusAF) alega que o presidente da World Athletics está dificultando seu retorno às competições internacionais e atrasando os processos, enquanto dois recursos apresentados ao CAS colocam as partes em lados opostos em relação às sanções ainda em vigor.
A disputa entre a Federação Russa de Atletismo e a World Athletics tornou-se um confronto cada vez mais pessoal e jurídico.
Em entrevista à agência de notícias russa TASS, publicada em 4 de setembro, o diretor executivo da RusAF, Boris Yaryshevsky, atacou diretamente o presidente da World Athletics, Sebastian Coe, afirmando que o dirigente britânico tem "algo pessoal" contra a federação russa.
Yaryshevsky relacionou essa acusação aos dois recursos apresentados pela RusAF ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS). O primeiro foi protocolado em 9 de julho contra a decisão da World Athletics de estender a exclusão de atletas russos de suas competições internacionais.
O segundo, anunciado em 10 de agosto, contesta as restrições que continuam afetando a federação como instituição. "Estamos focados, antes de tudo, no primeiro recurso, porque queremos que os atletas possam se classificar para os Jogos Olímpicos de 2028 e competir", disse Yaryshevsky. Los Angeles 2028 é, portanto, o principal alvo da estratégia jurídica da Rússia, juntamente com a possibilidade de recuperar o acesso aos campeonatos mundiais e outras competições internacionais até lá.
O dirigente foi além, retratando a posição de Coe como uma questão individual: "É claro que há algo pessoal aqui". Ele acrescentou: "Acredito que esta seja simplesmente a posição pessoal dele. Não é a posição da World Athletics".
Segundo Yaryshevsky, trata-se de "algum tipo de ressentimento ou insatisfação pessoal por parte de uma pessoa" que está obstruindo o retorno dos atletas russos ao cenário internacional. Seu argumento é que uma defesa baseada nessa posição seria motivada mais pela emoção do que por fatores objetivos.

