Sede dos Jogos Paralímpicos de Inverno de 2030, a França apoia o retorno de atletas com deficiência intelectual ao evento
Em uma pista bem preparada e coberta de neve na área de esqui de Montagnes de Lans, perto da cidade francesa de Grenoble, um grupo de esquiadores alpinos percorre linhas agressivas entre os portões. Suas trajetórias são precisas, o ritmo é acelerado e a técnica, refinada.
Entre essa equipe de competição, há campeões mundiais — alguns com múltiplas medalhas no currículo.
No entanto, nenhum deles estará alinhado nos portões de largada dos Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina, onde mais de 650 atletas competirão em 79 provas com medalhas a partir de 6 de março.
O motivo? Eles têm deficiência intelectual e não são elegíveis para competir.
“Os Jogos Paralímpicos são um sonho, como para qualquer outro atleta de alto nível”, disse Mélanie De Bona após completar sua sessão de slalom. “Eu treino e faço inúmeros sacrifícios para isso.”
De Bona, que completa 30 anos ainda este mês, é treze vezes campeã mundial em diversas modalidades. Ela sofre de disfasia grave, uma condição que afetou sua linguagem e seu processo de aprendizagem.

