Sobre o título dos 5.000 m, Francesca pontuou a dificuldade da prova e o que foi necessário para vencer, “Dia perfeito sim. Depois de não ter dormido nada, não ter fechado o olho (hoje), mas não sei, talvez eu estivesse nas nuvens, sabe? Os 3.000m são minha prova favorita e estou contente de ter vencido os 3.000. Os 5.000m conquistaram meu coração também porque no ano passado eu venci meu título mundial nos 5.000, então confirmar novamente com um ouro olímpico na mesma distância era só o que eu queria e ponto. E eu consegui!”.
Foi uma prova muito estudada, pois nos 3.000 eu estava no mundo da lua. Não tinha ouvido falar do recorde olímpico, sequer olhava os tempos. De qualquer maneira, nos 5.000 eu sabia que tinha que ser uma prova muito mais inteligente. De fato, com o diretor executivo Marchetto, outro treinador, estudamos um plano, porque sendo a última bateria, poderia obviamente ter a vantagem de saber os tempos das adversárias”, complementou Francesca.
Ao fim da fala, Lollobrigida exaltou a luta pelos centésimos finais para levar a vitória, “vistos os tempos, eu deveria fazer meu recorde pessoal, o recorde italiano para poder superá-las. Na linha de partida, o momento com Martina (Sablikova) me aliviou a tensão. Eu estava muito emocionada e não poderia ter escolhido bateria melhor que me deu a força necessária, como uma lenda. Eu a via de rabo de olho e estava verde, verde, verde, também um, um e meio, um e três. Sabia que os neerlandeses fizeram as últimas voltas mais rápidas e então nas duas últimas voltas eu tinha que tirar 200 (centésimos).”