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Guilherme Caribé cobra estrutura e critica nadadores da seleção: "Aceitando tudo que estão entregando"

Em live com Cesar Cielo, Caribé pediu o mínimo de estrutura para a natação e pediu que colegas não sejam tão passivos

Marcos Antonio 2 min
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Guilherme Caribé cobra estrutura e critica nadadores da seleção: "Aceitando tudo que estão entregando"
Foto: Satiro Sodré / CBDA

Principal nadador brasileiro da atualidade, Guilherme Caribé deu fortes declarações sobre a natação brasileira. Em uma live com o campeão olímpico Cesar Cielo, Guilherme afirmou que ainda é preciso lutar muito para que a natação tenha uma estrutura mínima e que os nadadores são desunidos e passivos em relação a isso

"A gente briga muito pela estrutura básica. Me entrega o mínimo. Eu só preciso do mínimo de vocês para eu performar. E ainda assim é complicado " disse Caribé na live com Cielo e Regis Mencia, head coach do Recreio dajuventude, nova equipe do baiano de 23 anos

Caribé citou o exemplo do Pan-Pacífico, disputado nos Estados Unidos, onde a estrutura foi considerada boa por ele:

"O Pan-Pac é uma competição que foi legal. A gente teve uma estrutura melhorzinha no hotel. Foi tipo faculdade dos EUA. A gente teve uma salinha com lanche, para nossas refeições. Top. Mas acho que isso é o mínimo."

Guilherme foi questionado por Cielo das diferenças da antiga geração de nadadores para nova e foi enfático:

"A sua geração falava muito mais. Aceitava muito menos. Acredito que o pessoal está com a cabeça baixa, só aceitando tudo que tão entregando. Só joguei na roda aqui. Pelo que eu assistia, vocês eram mais unidos. No Mundial de Budapeste em 2022 eu tive isso, fui com uma geração mais velha. Era um grupo mais unido. Realmente a gente queria o melhor. Hoje vou para seleções que é cada um em um canto, ninguém vai assistir à competição. Acredito que vocês eram mais unidos "

Guilherme também detalhou um pouco do que passou em 2025, quando retornou do mundial de esportes aquáticos em Singapura para ir para o Pan júnior em Assunção é quase foi deportado dos Estados Unidos em uma conexão:

"Saí daqui dos Estados Unidos e fui para Singapura. Nadei a competição. Fui olhar meu voo de volta e comparei com o pessoal da seleção. Todo mundo voltava em um dia, fazia um voo direto pro Brasil, fazia Singapura-Etiópia-Brasil. Meu voo saia de Singapura, eu ia para a Califórnia, ia para Houston e ia para o Brasil. Voei 17 horas a mais que todo mundo para dois dias depois ir pro Pan-Americano Júnior"

Caribé ficou detido no aeroporto por duas horas, incomunicável, com a suspeita de que seu visto de estudante - ele mora nos Estados Unidos e cursa uma universidade - o que fez perder a conexão com os Estados Unidos

"Toda a delegação e toda o staff estava viajando para o Brasil. Ninguém tinha viajado comigo. Estava todo mundo no avião. Como que faz? Liga pro COB, né? Para explicar minha situação. "Se for pra viajar amanhã eu não viajo. Juro pra vocês, pago o quanto for, vou pra casa e não vou nadar". Eu estava muito estressado nesse cenário "

No fim, o COB conseguiu resolver o problema e o atleta pode estar em Assunção para disputar o Pan júnior.

Guilherme Caribé se prepara para o mundial de piscina curta, que acontecerá entre 1 e 6 de dezembro em Pequim, China. No último troféu José Finkel, o brasileiro ficou a três centésimos de bater o recorde sul-americano de César Cielo nos 50m livre e a quatro centésimos nos 100m livre.

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#Guilherme Caribé#Pan-pacífico#Live