Na última edição, Leonardo ainda voltou a estabelecer os recordes dos Jogos Sul-americanos nos 200m costas, e nos 200m borboleta. O currículo também inclui dez medalhas em Jogos Pan-americanos, quatro delas de ouro, além de três participações olímpicas e uma final em Tóquio 2020, quando terminou em sexto lugar nos 200m borboleta.
"Fui o primeiro presidente da Comissão de Atletas da Confederação Brasileira. Sou da época do Thiago Pereira, do Cesar Cielo, do Bruno Fratus. Sempre olhei e me espelhei (neles). Já fui para Jogos Sul-americanos, Pan-americanos, Jogos Olímpicos, Jogos Estudantis. Eu vivi essa bandeira e eu vivi o Comitê Olímpico do Brasil durante muito tempo. Me sinto lisonjeado e agradecido porque é o coroamento de 25 anos de carreira carregar a bandeira para este time!", comemorou.
Se Leonardo carrega a memória de uma trajetória construída ao longo de sucessivas edições, Laura Amaro representa a continuidade desse caminho. Aos 25 anos, a carioca fará sua segunda participação em Jogos Sul-americanos. Em Assunção 2022, conquistou a medalha de prata na categoria até 87kg, com 247kg no total, então recorde brasileiro.
A história da pesista, porém, começou longe das plataformas. Antes de se firmar no levantamento de pesos, Laura chegou a disputar o skeleton nos Jogos Olímpicos da Juventude Lillehammer 2016. No esporte que escolheu aos 13 anos, depois de uma tentativa de seguir no futebol, construiu uma carreira marcada pela regularidade e pela presença constante entre as melhores do mundo.
Laura foi vice-campeã mundial no arranco em 2021 e, nos quatro últimos Mundiais, terminou sempre entre as oito melhores. Foi quinta colocada em 2023 e 2025 e, em sua estreia olímpica, em Paris 2024, terminou em sétimo lugar. Também conquistou o bronze nos Jogos Pan-americanos Santiago 2023 e já soma cinco medalhas em Campeonatos Pan-Americanos. Neste ano, no torneio continental disputado no Panamá, levantou 248kg na categoria até 77kg, seu recorde pessoal na divisão.
"Eu estou muito emocionada. Falar do esporte olímpico é uma coisa que me transcende de uma forma que vocês podem perceber. Os meus primeiros Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno, com 15 anos, tudo que está dentro do meu coração, sou da Zona Norte do Rio, Cascadura, se transformou em algo que eu entendi. Caraca, isso aqui é o Olimpismo, isso são os valores olímpicos. Na Vila, falavam muito sobre excelência, respeito, amizade, hoje eu tenho esses valores tatuados. Vivi muitas missões. Me emocionou muito, porque nos meus primeiros Jogos Sul-americanos, eu fiquei muito feliz pela pessoa escolhida, e eu não imaginava que um dia eu podia ser abandeirada", celebrou.
A escolha reúne duas formas de experiência esportiva, em linha com um dos objetivos do Time Brasil em Santa Fé, de unir atletas com diferentes bagagem. Leonardo chega a Santa Fé como um dos atletas mais vitoriosos da história brasileira nos Jogos Sul-americanos. Laura, por sua vez, vive uma trajetória ascendente e já se consolidou entre as principais pesistas do mundo. Em comum, os dois carregam experiência olímpica, medalhas internacionais e, agora, a responsabilidade simbólica de abrir o caminho para os cerca de 500 atletas do Time Brasil.
"Ser porta-bandeira tem o significado muito grande de ser a cara do nosso time. Leonardo de Deus e Laura Amaro são pessoas que carregam valores e histórias bonitas de superação e de muita realização. Eles representam de verdade o que significa o Brasil. Queremos mostrar para eles o quanto são especiais para o nosso time", explicou Yane Marques.