O Time Brasil se despediu dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 comemorando o melhor desempenho esportivo alcançado até hoje nas modalidades de gelo e neve. Mas o desfile de delegações na Cerimônia de Encerramento na Arena de Verona foi mais do que isso. Ao entregar a bandeira brasileira para Edson Bindilatti, o Comitê Olímpico do Brasil reconheceu que se despedia de um gigante.
Em seu último dia como atleta olímpico, Bindilatti liderou o 4-man do bobsled no melhor resultado em todos os tempos (19º lugar) e também confirmou que a sexta participação no trenó brasileiro foi sua última. “Eu fico triste porque amo esse esporte. Foram 26 anos de história dentro do bobsled e eu só tenho a agradecer. Tudo que eu fiz, faria de novo. Mas sei que uma hora tem que acabar, tem o momento de encerrar no alto rendimento e eu me preparei pra isso”, disse.
Prestes a completar 47 anos, Edson estreou em Salt Lake City 2002 – a primeira participação do Brasil na modalidade. Não houve bobsled brasileiro em Jogos Olímpicos de Inverno que não contasse com Edson Bindilatti no trenó – seja como pusher, brakeman ou piloto. Um exemplo de longevidade. “Não existe limite. Se você quer de verdade, as coisas acontecem. Aos 46 anos fui 19º colocado nos Jogos Olímpicos, nosso melhor resultado. Se eu consegui, qualquer um consegue. É só acreditar e ter vontade”, aconselhou.
Na arena que é Patrimônio Mundial da UNESCO, construída no século 1, anterior mesmo ao Coliseu de Roma, Bindilatti desfilou por uma cerimônia que trouxe uma novidade. Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos de Inverno, duas piras olímpicas foram apagadas simultaneamente em duas cidades diferentes: Milão e Cortina d’Ampezzo). O cantor e compositor italiano Achille Lauro, a atriz Benedetta Porcaroli e o DJ/produtor Gabry Ponte estiveram entre as atrações.


