Quando descer com seu trenó pela pista do Cortina Sliding Center nesta segunda-feira, 16 de fevereiro, Edson Bindilatti terá uma sensação de deja-vu. Pode ser sua última disputa de Jogos Olímpicos – algo que ele imaginou que seria em Pequim 2022. Bindilatti foi convencido a voltar a competir para ajudar a moldar os atletas mais jovens do bobsled brasileiro.
No last dance de Edson Bindilatti, Bobsled do Brasil estreia em Milão Cortina
Pilotado por Edson Bindilatti, em sua sexta participação olímpica, trenó 2-man abre as competições

“Participar da minha sexta Olimpíada significa muito para mim. Uma das coisas é que não há limite de idade para competir, a idade é apenas um número. Se você está bem fisicamente, mentalmente e tecnicamente, acredito que você consegue se manter em alto nível, tanto que estou na minha sexta Olimpíada. A classificação olímpica não é fácil, é muito competitiva, e isso representa muito para mim: é mostrar às pessoas que é possível, mesmo com dificuldades. É manter o foco, manter o sonho e a cabeça no lugar, e aí acontece. Para mim, é uma mistura de resiliência, dedicação e acreditar que tudo vai dar certo”, disse.
O bobsled é frequentemente chamado de “fórmula-1 do gelo”, tamanha a velocidade e o risco que envolvem a descida do trenó nas pistas geladas – ele pode alcançar chegar 140km/h ao longo do trajeto. O veículo do 4-man, que comporta quatro atletas, pesa 210kg. Já o 2-man tem 170kg. É esta categoria que abre a competição nesta segunda-feira, com a primeira descida às 6h (horário de Brasília). A segunda deve acontecer às 7h57.
Na direção de ambos estará Edson Bindilatti. “Minhas expectativas são as melhores. Quando entro em uma competição, é para ganhar uma medalha. Claro que é muito difícil ganhar uma medalha no bobsled, temos ótimas equipes competindo aqui, mas queremos alcançar um ótimo resultado. O melhor resultado da história do nosso país e o melhor resultado de um país sul-americano, esse é o nosso objetivo”, afirmou.
Publicado originalmente em surtoolimpico.com.br
