Metade do período de preparação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 foi concluído e o Time Brasil acumulou grandes conquistas e campanhas na primeira parte do ciclo olímpico, considerado estratégico para o planejamento esportivo. Além disso, iniciou-se um novo momento de renovação em diferentes esportes, que confirmou o potencial de uma nova geração de atletas, com campanhas expressivas no cenário internacional.
O bom desempenho neste início de ciclo também reflete a estrutura e o suporte oferecidos pelos clubes formadores no país, com protagonismo do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), responsável por contribuir com a formação de atletas em diversas modalidades olímpicas.
"Os dois anos iniciais representam um momento essencial para preparar os talentos que chegarão aos Jogos Olímpicos em seu ápice. Nesse sentido, a integração entre Clubes, Confederações e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) é fundamental e decisiva para garantir aos atletas as condições necessárias para alcançar o melhor desempenho possível", analisa Paulo Maciel, presidente do CBC.
Entre os destaques individuais está Hugo Calderano, número 9 do mundo no tênis de mesa, que fez história ao conquistar a Copa do Mundo da modalidade, em Macau, se consagrando como o primeiro jogador das Américas a erguer o troféu, além de conseguir um conseguir um vice campeonato no Mundial, em Doha, quebrando um domínio histórico de europeus e asiáticos. Calderano ainda venceu três etapas do WTT e se destacou nas duplas mistas ao lado de Bruna Takahashi, atingindo a segunda posição no ranking da modalidade.
Nas quadras, a nova promessa do tênis brasileiro é João Fonseca. Com apenas 20 anos, o jovem tenista ocupa a 26ª posição no ranking da ATP e é o segundo mais jovem entre os 50 mais bem colocados. Neste ano, o carioca atingiu a melhor colocação em um Grand Slam na carreira após derrotar Djokovic por 3 sets a 2 em Roland Garros e alcançar as quartas de final, feito que o Brasil não registrava desde 2004, com Gustavo Kuerten.
“João Fonseca representa uma nova geração que chega com muita força e mostra que o tênis brasileiro tem capacidade de formar atletas para competir no mais alto nível. Resultados como o dele ajudam a renovar o interesse pela modalidade e inspiram crianças e jovens que estão começando no esporte. Para o próximo ciclo olímpico, ter um atleta desse nível em ascensão é muito importante para o desenvolvimento e para as perspectivas do tênis brasileiro”, comenta Danilo Gaino, presidente da Federação Paulista de Tênis.

