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Segundo entidade russa, World Aquatics determina que países que sediem eventos dela permitam entrada de estrangeiros sem restrições

O COI retirou de forma provisória a suspensão da Rússia de competições internacionais

Regys Silva 2 min
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Segundo entidade russa, World Aquatics determina que países que sediem eventos dela permitam entrada de estrangeiros sem restrições
Foto: AP/Emma da Silva

Segundo o Secretário-Geral da RASF, Radmir Gabdullin, a World Aquatics determinou que qualquer país que deseje sediar eventos internacionais de natação, saltos ornamentais ou polo aquático deve garantir a entrada irrestrita dos competidores.

A World Aquatics exige garantias de que os governos dos países-sede não interferirão nos processos de visto para atletas russos e bielorrussos, mesmo com a continuidade da guerra na Ucrânia. Durante o fórum esportivo "Expobasket", Gabdullin, alto dirigente da Federação Russa de Esportes Aquáticos, afirmou que o conselho diretivo da federação mundial aprovou uma resolução decisiva para proteger a participação dos atletas contra interferências políticas estatais, destacando que negociações em curso protegeram com sucesso seus competidores de tais interferências no que diz respeito à entrada nas fronteiras.

"Conseguimos uma decisão da World Aquatics segundo a qual os países que se propõem a sediar grandes competições internacionais devem obrigatoriamente assinar um acordo garantindo que seus governos não criarão obstáculos para a obtenção de vistos por atletas russos e bielorrussos", declarou Gabdullin, conforme citado pela Roscongress.

Ele alertou ainda que as nações-sede que não cumprissem essa política de não discriminação enfrentariam consequências severas e imediatas em relação aos seus calendários de eventos. "Caso contrário, a World Aquatics retira o direito de sediar campeonatos, campeonatos juvenis e copas, transferindo-os para outros países onde a atitude em relação a nós seja favorável", acrescentou.

Em 13 de abril, a World Aquatics suspendeu todas as sanções impostas às federações russa e bielorrussa, concedendo aos competidores de ambos os países permissão total para retornar às competições sob suas bandeiras nacionais e com a execução de seus hinos. O presidente da World Aquatics, Husain Al Musallam, justificou a medida alegando que a organização havia conseguido garantir, com sucesso, que o conflito permanecesse fora das arenas esportivas nos últimos três anos.

No entanto, a decisão provocou oposição institucional imediata. A Federação Norueguesa de Natação anunciou que não organizaria campeonatos internacionais enquanto as restrições de neutralidade estivessem suspensas. O presidente Cato Bratbakk insistiu que a Noruega não sediaria nenhum evento enquanto competidores das duas nações mantivessem acesso total às suas bandeiras e hinos.

Essa postura conta com o apoio da Federação Nórdica de Natação, um órgão regional que representa nove organizações, incluindo as da Suécia, Finlândia e Dinamarca. Erkki Susi, presidente da Federação Estoniana de Natação — que atualmente lidera o grupo nórdico —, esclareceu que, embora seus nadadores não sejam impedidos de competir contra atletas russos ou bielorrussos, as nações nórdicas se recusarão categoricamente a oferecer locais para a realização de tais competições. A Polônia também manifestou forte oposição à decisão da entidade reguladora. A repercussão negativa chegou à esfera política: Glenn Micallef, Comissário Europeu para a Equidade Intergeracional, Juventude, Cultura e Esporte, condenou a reintegração, classificando-a como um erro grave, e declarou que a Europa não aceitaria tal normalização.

Após a suspensão de todas as sanções pela World Aquatics, a Rússia e a Belarus competiram no Campeonato Europeu como atletas neutros. Equipes russas disputaram a Copa do Mundo de Polo Aquático sob a bandeira nacional. Agora, nadadores russos competirão em etapas da Copa do Mundo em piscina curta no Azerbaijão, no Uzbequistão e no Cazaquistão.

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#Rússia#World Aquatics