Mais uma vez após uma olimpíada de inverno, a trégua olímpica foi rompida. Se após os jogos de Pequim em 2022, a Rússia e Belarus ignoraram o acordo capitaneado pela ONU e pelo COI para invadir a Ucrânia, desta vez Estados Unidos e Israel é que uniram forças para rasgar a trégua e atacar o Irã com mísseis, escarando a grande verdade: A trégua olímpica sempre foi e sempre vai ser uma grande piada para os governantes.
Mas o que é a Trégua olímpica? Ela remete à Grécia antiga, quando em 776 Antes de Cristo foi assinado um acordo chamado de ‘Ekecheiria’, onde a cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos não seria atacada ou invadida antes, durante e depois das olimpíadas, para que atletas e jogadoras pudessem viajar para o local e retornar com segurança.

Para as olimpíadas de 1992 em Barcelona, o presidente de COI Juan Antonio Samaranch propôs retornar a trégua olímpica durante os 16 dias de jogos. No ano seguinte, a ONU em Assembleia Geral instou os Estados-Membros a observarem a Trégua Olímpica desde o sétimo dia antes da abertura até o sétimo dia após o encerramento de cada edição dos Jogos Olímpicos.

