Convocados para os revezamentos 4×400 metros, Matheus voltou a correr na casa dos 44 segundos e Julia celebrou dois recordes pessoais em Bragança Paulista;
Matheus Lima (Pinheiros-SP) e Julia Ribeiro (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) foram os campeões dos 400 metros do 5º Troféu Adhemar Ferreira da Silva Loterias Caixa de Atletismo 2026, na tarde deste sábado (25/4), na pista do Centro Nacional Loterias Caixa de Desenvolvimento do Atletismo, em Bragança Paulista. Os dois velocistas estão convocados para o 4×400 metros do Mundial de Revezamentos de Gaborone, Botswana, nos dias 2 e 3 de maio.
Matheus venceu a disputa masculina com o tempo de 44.90 – o atleta de 22 anos, treinado por Sanderlei Parrela, voltou a correr na casa dos 44 segundos após um ano. Seu melhor resultado na distância, 44.52, é de março de 2024.
“Graças a Deus pude voltar a correr na casa dos 44 segundos de novo. Mas estou trabalhando para fazer melhor do que esse 44.90. Quero bater o recorde”, disse Matheus, que mira o recorde brasileiro da prova, 44.29, obtido por seu técnico Sanderlei em 1999. “Agora é uma corrida após a outra, para corrigir os erros. Eu gosto de competir em Bragança porque é a pista em que eu treino.”
Semifinalista olímpico e mundial, Matheus disputou o Mundial Indoor de Kujawy Pomorze, na Polônia, em março. Finalista, terminou a competição em 7º lugar nos 400 metros, e bateu o recorde brasileiro e sul-americano em pista curta (45.71). Agora, está otimista para o seu segundo Mundial na temporada. “Os meninos correram muito bem, e isso ajuda o revezamento. Creio que o Sanderlei vai montar o melhor revezamento possível”, disse referindo-se a Sanderlei Parrela, medalhista em Mundial (prata em Sevilha-1999) na prova, seu treinador e do 4×400 m.
Na prova feminina, Julia também mostrou que vai ao Mundial de Revezamentos em ótima fase. A velocista de 20 anos, treinada por Gilberto Miranda, melhorou seu recorde pessoal na semifinal e na final do Troféu Adhemar. Julia tinha como recorde pessoal a marca de 52.80, obtida em abril de 2025. Na sexta-feira, ela foi a mais rápida das semifinais, com 52.56. Na tarde deste sábado, ganhou com 52.45.
“Ano passado, no Brasileiro Sub-23, nesta pista de Bragança, corri 52.80. Foi uma prova muito boa, que eu gostei muito, mas neste ano eu já estava buscando melhorar. Agora é buscar os 51 segundos. Tem muito mais o que fazer, muita corrida na perna ainda. Fiz meu PB nas duas corridas e os 400 metros é uma prova doída. Ontem saí muito cansada, hoje foi mais uma pancada, mas a gente tem feito tudo certo, uma preparação muito forte e muito boa.”
Em sua primeira temporada convocada para seleções adultas, Julia estreou no Mundial Indoor, nos 400 metros, e agora disputará o seu primeiro Mundial de Revezamentos. “Eu ouvi falar muito bem desse Mundial, que é uma ótima oportunidade de correr em equipe. Acho que o nosso revezamento está bem entrosado, a equipe se dá bem, a gente conversa. Tenho certeza que vai ser uma experiência muito boa e, quem sabe, a gente possa elevar o nível do 4×400 metros feminino”. A equipe será comandada pelo técnico Pablo Ramon Domingos e a delegação brasileira viaja para Botswana na segunda-feira, 27 de abril.
Maranhão leva ouro no arremesso do peso e confirma boa fase
Welington Morais (Pinheiros-SP), o Maranhão, confirmou sua boa fase na final do arremesso do peso.
O atleta conquistou a medalha de ouro com a marca de 21,01 m, superando pela terceira vez a casa dos 21 metros na temporada. O calor em Bragança Paulista não foi um problema para o atleta de 29 anos, nascido em Imperatriz (MA).
“Nada como o Maranhão, meu Estado: lá é bem mais quente. Aqui a prova foi gostosa, bem animada, e eu fui crescendo a cada arremesso. Eu venho em uma constância boa, de fazer 20 metros alto, e agora entrei na casa dos 21 metros. Estou bem contente, porque são marcas que eram um sonho e viraram realidade. Ainda tenho erros técnicos que, corrigindo, podem ajudar a dar um salto maior. Dá para aprimorar, e muito”, disse o arremessador, que treina com Ricardo de Souza Barros.
Maranhão superou os 21 metros pela primeira vez quando fez 21,01 m em 2024, seu recorde pessoal até o início deste ano. Na disputa do Sprint Challenge da Federação Paulista, em São Paulo, no dia 6 de abril, melhorou seu PB em 15 centímetros – marcou 21,16 m. Em 18 de abril, outro recorde pessoal: fez 21,18 metros no Challenger Continental Cidade de Buenos Aires, na Argentina, e virou top 10 do ranking mundial de 2026.
Estreante no Troféu Adhemar Ferreira da Silva, o baiano Joelson Pereira Mesquita (APA Petrolina-PE), conhecido como Dhioka, conquistou o título dos 800 metros com seu recorde pessoal, 1:46.47. O atleta de 26 anos, da cidade de Guanambi, tem como foco principal as corridas de rua. Mesmo sem fazer treinos específicos para pista, já conseguiu resultados expressivos: em 2025, foi medalha de prata dos 800 metros do Troféu Brasil.
“Gostei muito do resultado, fiz minha melhor marca na semifinal (1:47.05) e hoje novamente. Estou muito feliz pela oportunidade que o meu clube vem me dando para sair de tão longe, vir competir e ser campeão”, disse Dhioka, que é orientado pelo treinador Marciano Pereira Barros.
“Eu faço corrida de rua todos os finais de semana. Não treino especificamente para provas de pista. É onde eu ganho meu dinheiro, sempre correndo provas de 5 km e 10 km. Mas ainda quero integrar uma seleção, venho batendo na trave, e meu sonho é disputar a Olimpíada de 2028. A gente vai fazer um trabalho diferenciado e, agora, com essa marca de 1:46, vou lutar para conquistar o índice.”









