Bárbara Domingos e Maria Eduarda Alexandre competem em busca de evolução na etapa de Baku da Copa do Mundo de ginástica rítmica

Ambas as brasileiras ficaram entre as 20 melhores no individual geral em suas participações anteriores na Copa do Mundo

Foto: Divulgação/CBG
Foto: Divulgação/CBG

O Brasil terá duas representantes nas disputas individuais da etapa de Baku da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica, que terá início na próxima sexta-feira (17). Bárbara Domingos, 14ª no individual geral na etapa anterior, no Uzbequistão, e finalista nas maças e na bola, volta à quadra. Maria Eduarda Alexandre, 20ª no individual geral em Sófia, na Bulgária, no final de março, também vai competir.

Mayara Cerqueira Ehlke, a treinadora de Babi, avalia de forma positiva a participação da atleta em Tashkent, a capital uzbeque. “Conquistar duas finais por aparelhos e estar entre as 15 melhores logo na primeira competição do ano mostra que o trabalho está no caminho certo e que a Babi tem totais condições de brigar com as melhores do planeta”.

Em Tashkent, Bárbara sofreu, segundo Mayara, uma torção no tornozelo esquerdo devido a uma irregularidade no piso. A equipe multidisciplinar interveio rapidamente. Foi realizado um exame de imagem que não apontou lesão, mas um trauma, o que causou edema e dor. “Fizemos fisioterapia intensa até pouco antes da prova, quando ela foi reavaliada pela equipe médica e liberada para competir. Continuamos a monitorar o quadro e a realizar o trabalho preventivo, de olho nos próximos desafios”.

A treinadora ficou satisfeita com a apresentação de Babi nas maças na fase de qualificação. A ginasta curitibana avançou à final do aparelho com a sexta melhor nota. A coreografia, montada com base em “Can’t get you out of my head”, sucesso da australiana Kylie Minogue, foi montada recentemente.

“A escolha da música de maças foi um processo cuidadoso. Buscávamos algo diferente do que ela já havia apresentado, mas que mantivesse sua energia. A sugestão veio do árbitro brasileiro Leonardo Palitot, e aceitamos o desafio. No início, a Babi estranhou um pouco o estilo, mas logo se adaptou e passou a executar a série com muita naturalidade e entrega artística”, declarou Mayara.

A treinadora também comentou sobre a coreografia nova de arco. “Esta série, em especial, contou com a escolha da música feita pela própria Babi, que também participou ativamente da composição dos passos de dança. Portanto, além de ser uma série muito competitiva, a Babi tem um carinho especial por ela, o que reflete diretamente em sua entrega no tablado”, disse a treinadora, lembrando que se trata de um aparelho no qual a paranaense costuma ser muito forte.

A jovem Maria Eduarda Alexandre também vai ao Milli Gimnastika Arenasi
em busca das notas mais altas. “De Sófia para cá, ajustamos as quatro séries da Maria Eduarda. Lá na Bulgária, o foco recaiu sobre a busca por ritmo competitivo, e nos dedicamos a realizar análises técnicas. Depois promovemos ajustes estratégicos, na tentativa de obtenção de maior estabilidade e de melhor aproveitamento das características da atleta. Em Baku, o trabalho vai no sentido de consolidar essas mudanças”, declarou a treinadora Solange Paludo.
Nas maças, não houve troca na música da coreografia, mas foram realizados ajustes pontuais e estratégicos, focados em estabilidade e em conexões, ainda segundo Solange.

Obviamente, além do trabalho voltado para a execução das coreografias, houve também a preocupação de trabalhar fisicamente a atleta. “Em Baku, a Maria estará fisicamente melhor do que em Sófia. Naquela etapa na Bulgária, nossa ênfase estava recaindo sobre o controle de carga, por motivos preventivos. Além disso, estamos construindo uma ginasta mais madura. Trabalhamos não apenas a parte física, mas também a emocional e a mental. O objetivo é chegar às competições decisivas com consistência e equilíbrio”.

Pela TV, Solange acompanhou atentamente a etapa de Tashkent. “Foi uma etapa importante. Pudemos observar o nível técnico e, principalmente, o comportamento competitivo. No alto nível, o diferencial reside na estabilidade emocional e na capacidade de manter rendimento sob pressão. Esse é um dos pontos que estamos desenvolvendo com a Maria”

Redação Surto Olímpico

Redação Surto Olímpico

Desde 2011, vivendo os esportes olímpicos e paralímpicos com intensidade o ano inteiro. Estamos por trás de cada matéria, cobertura e bastidor que conecta atletas e torcedores com informação acessível, atualizada e verdadeira.
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