Brasil conquista 21 pódios e termina Campeonato das Américas de judô para cegos líder do quadro de medalhas

Fora 11 ouros, cinco pratas e cinco bronzes para o Brasil

Foto: Alessandra Cabral/CPB
Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Seleção Brasileira de judô disputou neste domingo, 12, o Campeonato das Américas, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo. Com 21 pódios (11 medalhas de ouro, cinco de prata e cinco de bronze), o Brasil liderou o quadro de medalhas e conquistou 11 títulos continentais.

A competição na capital paulista reuniu 53 atletas de 12 países: Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, República Dominicana e Suíça.

Na categoria até 80kg da classe J1 (cegos totais ou atletas com percepção de luz), o Brasil obteve um pódio triplo. O rondoniense Danilo David Gerônimo que conquistou o ouro ao derrotar o mineiro Harlley Arruda, que ficou com a prata, na decisão. O bronze ficou com o mineiro Emerson Aguiar.

Na mesma classe, na categoria até 70kg, mais um pódio com três brasileiros: o fluminense Gabriel Rodrigues levou a prata após ser superado pelo argentino Eduardo Gauto na final. O potiguar Deyverson Souza e o manauara Elielton Lira conquistaram medalhas de bronze.

O potiguar Arthur Cavalcante foi campeão da categoria até 95kg, J1, ao vencer dois dos três confrontos previstos diante do guatemalteco José Fernando Valenzuela, em disputa realizada pelo sistema de melhor de três. A terceira luta não foi necessária.

Já na categoria acima de 95kg, da classe J1, o paraibano Wilians Araújo ficou com o ouro após vencer o australiano Shaun Edwards, o mexicano Oscar Aguirre e o argentino Cristian Alderete na disputa em grupo.

Na classe J2 (atletas com deficiência visual), na categoria até 70kg, o paraense Thiego Marques conquistou o ouro ao vencer os quatro confrontos da chave. Ele superou o conterrâneo José Cleberson Palheta, o chileno Johann Bustos, o colombiano Raul Arias e Riley Schmitz, dos Estados Unidos.

A decisão da categoria até 80kg, na classe J2, reuniu dois brasileiros. O ouro ficou com o paulista Denis Rosa, que derrotou o pernambucano Anderson Ferreira em duas lutas.

Ainda na J2, mas na categoria até 95kg, o gaúcho Marcelo Casanova garantiu mais um título para o Brasil ao vencer duas das três lutas previstas contra Benjamin Goodrich, dos Estados Unidos. A terceira não foi disputada.

No feminino, a potiguar Rosicleide Andrade conquistou o bronze na categoria até 52kg, J1, após vencer duas das quatro lutas da disputa em grupo, contra a brasileira Victória Vale e a argentina Rocio Ledesma Dure.

A categoria até 60kg teve dobradinha brasileira. A paraense Larissa Silva ficou com o ouro, enquanto a fluminense Karoline Duarte levou a prata.

Na disputa até 70kg da classe J1, a carioca Brenda Freitas conquistou o ouro ao vencer os dois combates da disputa em grupo, diante da brasileira Michelle Nascimento e da cubana Ariagna Hechevarria Castro.

Na categoria acima de 70kg, a sul-mato-grossense Erika Zoaga garantiu o título ao derrotar a fluminense Millena de Freitas em duas lutas da série melhor de três.

Pela J2, na categoria até 60kg, a paulista Lucia Teixeira ficou com o ouro após vencer Laura Gonzalez, da Argentina, e Estafania Tello, do Chile, na disputa em grupo.

Na categoria acima de 70kg, a paulista Rebeca Silva foi campeã ao vencer os três confrontos da chave, enquanto a também paulista Meg Emmerich conquistou o bronze com uma vitória.

Na mesma classe, a paraense Giovana Rodrigues levou a prata ao derrotar Maria del Rosario Garcia, do México, em uma das lutas da disputa em grupo na categoria acima de 70kg.

O desempenho brasileiro manteve a sequência positiva em competições no CTPB. Na sexta-feira, 10, e no sábado, 11, a Seleção também liderou o quadro de medalhas do Grand Prix da IBSA (Federação Internacional de Esportes para Cegos, em português), ao conquistar 13 medalhas: seis ouros, três pratas e quatro bronzes. A competição marcou o início da corrida por vagas nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

Redação Surto Olímpico

Redação Surto Olímpico

Desde 2011, vivendo os esportes olímpicos e paralímpicos com intensidade o ano inteiro. Estamos por trás de cada matéria, cobertura e bastidor que conecta atletas e torcedores com informação acessível, atualizada e verdadeira.
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