Brasil supera apagão relâmpago vira o jogo com brilho de Bia Zaneratto e vence os Estados Unidos

Com atuação tática impecável e gols de Tainá Maranhão e da Imperatriz a seleção brasileira derruba as norte americanas diante de grande público

Foto: Mariana Sá/COB
Foto: Mariana Sá/COB

A seleção brasileira feminina deu uma demonstração de casca e repertório tático que há muito tempo não se via em confrontos de primeiro escalão mundial. Atuando com uma postura corajosa o Brasil soube absorver o golpe do gol mais rápido da história do confronto para dominar o meio campo ditar o ritmo das ações e carimbar uma vitória maiúscula em território rival.

O Jogo

O relógio mal tinha começado a correr quando o cenário mais dramático se desenhou para as brasileiras. Logo aos dois segundos de jogo Mariza vacilou na saída e perdeu a bola na intermediária. Atenta a atacante norte americana Sophia Wilson aproveitou o presente e bateu firme para abrir o placar dando um verdadeiro balde de água fria na equipe nacional. O Brasil porém não se abateu e respondeu aos seis minutos quando Bia Zaneratto deu uma arrancada espetacular pelo corredor direito e achou Dudinha livre na área mas a jovem acabou pegando muito embaixo da bola e desperdiçou a oportunidade do empate.

A pressão brasileira continuou surtindo efeito na base da variação tática. Arthur Elias posicionou Bia Zaneratto e Kerolin atuando de forma mais livre pelos extremos do campo soltando o corredor e liberando Dudinha para flutuar centralizada. A recompensa veio aos 10 minutos quando Isabela acertou um cruzamento milimétrico pelo lado direito e encontrou Tainá Maranhão que testou com categoria para deixar tudo igual. Três minutos mais tarde aos 13 veio a consagração da virada. Em mais uma jogada em velocidade Bia Zaneratto invadiu a área tabelou com extrema categoria com Dudinha e finalizou rasteiro sem chances para a goleira McGlynn anotando o segundo gol do Brasil. A primeira etapa seguiu pegada e aos 26 minutos Tainá Maranhão recebeu o primeiro cartão amarelo do confronto após um puxão de camisa tático para matar o contra ataque das americanas.

Cadência e Firulas no Segundo Tempo

Na etapa complementar o ritmo da partida caiu significativamente com a seleção brasileira adotando uma postura mais conservadora para administrar a vantagem no marcador. O sistema defensivo nacional funcionou muito bem bloqueando as investidas aéreas das donas da casa que sofriam para criar jogadas de perigo real.

Apesar de ter poucas tentativas de ataque estruturadas o Brasil construiu pelo menos três boas oportunidades para matar o confronto em jogadas de velocidade. No entanto as atacantes pecaram pelo excesso de preciosidade e acabaram perdendo chances claras de gol por conta de firulas desnecessárias dentro da área adversária. Nada que estragasse a festa das brasileiras que seguraram o placar de 2 a 1 até o apito final celebrando o resultado diante de um público total de 31.866 torcedores presentes no estádio.

Próximos Passos

O elenco comandado por Arthur Elias segue em período de testes e preparação de olho nos grandes torneios do ciclo olímpico aproveitando a excelente fase das atletas que atuam tanto no cenário nacional quanto no exterior para consolidar o novo modelo de jogo da seleção.

Guilherme Gava

Guilherme Gava

Paulista, jornalista e a prova viva de que quem não vira craque no campo, vira craque no microfone. Já tentou de tudo um pouco no esporte, mas descobriu que sua verdadeira habilidade é a resenha. Surtado desde 2026.
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