A seleção brasileira feminina deu uma demonstração de casca e repertório tático que há muito tempo não se via em confrontos de primeiro escalão mundial. Atuando com uma postura corajosa o Brasil soube absorver o golpe do gol mais rápido da história do confronto para dominar o meio campo ditar o ritmo das ações e carimbar uma vitória maiúscula em território rival.
O Jogo
O relógio mal tinha começado a correr quando o cenário mais dramático se desenhou para as brasileiras. Logo aos dois segundos de jogo Mariza vacilou na saída e perdeu a bola na intermediária. Atenta a atacante norte americana Sophia Wilson aproveitou o presente e bateu firme para abrir o placar dando um verdadeiro balde de água fria na equipe nacional. O Brasil porém não se abateu e respondeu aos seis minutos quando Bia Zaneratto deu uma arrancada espetacular pelo corredor direito e achou Dudinha livre na área mas a jovem acabou pegando muito embaixo da bola e desperdiçou a oportunidade do empate.
A pressão brasileira continuou surtindo efeito na base da variação tática. Arthur Elias posicionou Bia Zaneratto e Kerolin atuando de forma mais livre pelos extremos do campo soltando o corredor e liberando Dudinha para flutuar centralizada. A recompensa veio aos 10 minutos quando Isabela acertou um cruzamento milimétrico pelo lado direito e encontrou Tainá Maranhão que testou com categoria para deixar tudo igual. Três minutos mais tarde aos 13 veio a consagração da virada. Em mais uma jogada em velocidade Bia Zaneratto invadiu a área tabelou com extrema categoria com Dudinha e finalizou rasteiro sem chances para a goleira McGlynn anotando o segundo gol do Brasil. A primeira etapa seguiu pegada e aos 26 minutos Tainá Maranhão recebeu o primeiro cartão amarelo do confronto após um puxão de camisa tático para matar o contra ataque das americanas.

