Brasil encerrou a competição com 37 medalhas conquistadas: 24 entre adultos e 13 com os jovens
A Seleção Brasileira de natação conquistou 14 medalhas nesta terça-feira, 12, último dia do IDM, Campeonato Internacional de natação, realizado em Berlim. Foram nove pódios entre os adultos (quatro ouros, uma prata e quatro bronzes), e cinco nas competições para jovens (três ouros e duas pratas), incluindo a quarta medalha dourada da pernambucana Carol Santiago em três dias de evento.
Com estes resultados, o Brasil encerrou a competição com 37 medalhas conquistadas: 24 entre adultos (11 ouros, cinco pratas e oito bronzes) e 13 com os jovens (oito ouros, quatro pratas e um bronze).
As provas do IDM foram disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas foram feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).
O ouro de Carol nesta terça-feira veio nos 50m livre, com 26s98 e 989 pontos. O bronze também foi brasileiro, com a fluminense Mariana Gesteira, da classe S10 (comprometimento físico-motor); ela anotou 27s87 e 878 pontos. A britânica Georgia Sheffield, da classe S14 (deficiência intelectual), completou o pódio, com 27s01 e 859 pontos.
A pernambucana, maior campeã paralímpica feminina do Brasil, já havia vencido os 100m costas no domingo, 10, com tempo de 1min08s80. Na segunda-feira, 11, ela conquistou dois ouros: nos 100m livre (59s96) e nos 50m costas (32s22).
No início do mês, entre 7 e 9 de maio, Carol também disputou o World Series de Berlim. Segundo ela, o grande número de provas em apenas seis dias é importante para o planejamento para as grandes competições.
Também nesta terça-feira, a paulista Beatriz Flausino, da classe S14 conquistou o ouro nos 50m peito, com tempo de 23s68 e 914 pontos. Ela superou a italiana Monica Boggioni, da classe SB3 (comprometimento físico-motor), que ficou com a prata e marcou 55s59 e 897 pontos. O bronze também foi brasileiro, da mineira Patrícia Pereira, da classe SB3, com 56s93 e 855 pontos.
O catarinense Talisson Glock chegou ao seu segundo ouro no IDM ao vencer os 400m livre, prova da qual é bicampeão paralímpico. O atleta da classe S6 (comprometimento físico-motor) marcou 4min59s45 e 905 pontos. O Brasil ainda ficou com o bronze, obtido pelo carioca Thomaz Matera, da classe S11 (cegos), com 4min36s80 e 720 pontos. A prata foi para o britânico William Ellard, com 4min08s80 e 890 pontos .
Nos 50m livre, Thomaz Matera ficou com o ouro, registrando 26s26 e 840 pontos. A prata ficou com o italiano Luca Da Prato, da classe S6, com 29s34 e 838 pontos; e o bronze foi para o britânico Mark Tompsett, da classe S14, com 24s34 e 815 pontos.
Nos 50m borboleta, o Brasil fez pódio duplo. A catarinense Mayara Petzold, da classe S6, ficou com a prata, com 37s14 e 834 pontos. Já a paranaense Laura Sanches obteve o bronze, com 30s34 e 672 pontos. O ouro foi para a britânica Poppy Maskill, da classe S14, que marcou 27s68 e 885 pontos.
Cinco medalhas entre os jovens
O paulista Enzo Rafael Martins, da classe S10 conquistou três medalhas no dia: ouro nos 400m livre – com 4min49s04 e 556 pontos; prata nos 50m livre – com 25s58 e 688 pontos; e prata nos 50m borboleta – com 29s87 e 544 pontos.
O também paulista Luiz Fernando Rodrigues, da classe SB4 (comprometimento físico-motor), foi mais um a subir no lugar mais alto do pódio – ele venceu a prova dos 50m peito, com 47s96 e 753 pontos.
Por fim, a paulista Aldrey de Oliveira, da classe S14, foi ouro nos 50m borboleta com 31s75 e 586 pontos.
Recordes
Na prova dos 50m livre, o paulista José Ronaldo estabeleceu o novo recorde das Américas para a classe S1 (comprometimento físico-motor) durante as eliminatórias. O atleta completou a prova em 1min11s89. Antes, a melhor marca do continente já era dele, 1min20s39, tempo registrado em Lignano, na Itália, em março de 2022.
Na véspera, o atleta já havia batido o recorde das Américas dos 50m costas ao completar o percurso em 1min12s27. O recorde anterior já era dele, 1min13s15 – marca obtida em setembro de 2025, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.
Além das duas marcas de José Ronaldo, o país ainda teve uma quebra de recorde das Américas nos 100m livre da classe S14 (deficiência intelectual) pelo mineiro Arthur Xavier nas finais da segunda-feira, com a marca de 50s66.
A Seleção disputou o IDM logo após participar da etapa de Berlim do World Series, na qual conquistou 19 medalhas: seis ouros, nove pratas e três bronzes entre adultos e um ouro nas disputas para jovens. A próxima competição da natação paralímpica que deverá contar com os participantes das competições em Berlim será a Primeira Fase Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa, nos dias 17 e 18 de junho, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.









