CBI Troféu Brasil de Judô tem 16 clubes medalhistas e Pinheiros campeão geral

Em competição realizada em Cuiabá (MT), clube paulista levou a melhor no feminino e masculino

Foto: Anderson Neves/CBJ
Foto: Anderson Neves/CBJ

Três dias intensos de combates marcaram as disputas individuais do CBI Troféu Brasil BNDES Sênior, a principal competição interclubes do judô brasileiro. Nos dias 11, 12 e 13 de junho, mais de 560 atletas de 76 clubes passaram pelo Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá, no Mato Grosso. Ao término da competição, o Esporte Clube Pinheiros (SP) sagrou-se o grande campeão geral, no masculino e feminino, com um total de 13 medalhas conquistadas.

Os medalhistas de ouro de cada categoria individual ganharam da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) o benefício de um investimento internacional adequado ainda para 2026. Já na competição por equipes, que acontece neste domingo (14), o clube campeão ganhará três investimentos, o vice-campeão dois, e os medalhistas de bronze um cada.

Categorias mais leves foram marcadas por campeões inéditos

O primeiro dia de competição individual do Troféu Brasil BNDES contou com as disputas de quatro categorias de peso: -48kg e -52kg, no feminino, e -60kg e -66kg, no masculino. Todos os quatro campeões tiveram conquistas inéditas em suas carreiras.

No -48kg, Eduarda Francisco, do Instituto Reação (RJ), conquistou seu primeiro título de Troféu Brasil depois de derrotar Alexia Nascimento, do Esporte Clube Pinheiros (SP), na final. Completando o pódio, Julia Rodrigues, também do Pinheiros, e Sarah Mendes, do Grêmio Náutico União (RS), ficaram com as medalhas de bronze.

No -60kg, Michel Augusto, do SESI São Paulo (SP), também levou seu primeiro ouro, depois de uma prata em 2024. Na decisão, ele venceu Diego Ismael, do Minas Tênis Clube (MG), em uma revanche da Seletiva Nacional para o Campeonato Pan-Americano, em abril. Já Erick Kaneda, do Paineiras do Morumby (SP), e Matheus Takaki, da Sogipa (RS), levaram os bronzes.

No -52kg, mais uma campeã inédita. Rafaela Rodrigues, do Pinheiros, foi campeã da categoria aos 19 anos, superando Amanda Lima, do Minas (MG), na final. Nas disputas de bronze, Nicole Marques, do Espaço Marques (DF), e Yasmim Lima, do Shiro Sport Clube (RN), levaram a melhor.

No -66kg, por fim, o vice-campeão olímpico Willian Lima, da Associação Namie (SP), subiu ao topo do Troféu pela primeira vez, após duas pratas em 2022 e 2025. Ele venceu Ronald Lima, do Pinheiros (SP), na final, e também teve como companheiros de pódio Ernane Neves, do SESI São Paulo (SP), e Henrique Gusmão, do Grêmio Náutico União (RS).

Segundo dia de competição teve chave com 80 atletas e campeã de 17 anos

O segundo dia de competição teve no tatame os representantes das categorias -57kg e -63kg, no feminino, e -73kg e -81kg, no masculino.

No -57kg, Jéssica Lima, da Sogipa, levou o primeiro ouro do dia ao vencer Gyovanna Andrade, do SESI São Paulo (SP), na final. Sarah Souza, do Pinheiros (SP), e Thayane Lemos, do Instituto Reação (RJ), foram as medalhistas de bronze.

No -73kg, categoria mais cheia da competição, com 80 atletas, quem levou a melhor foi Guilherme de Oliveira, do Paineiras do Morumby (SP), que com o ouro garantiu o bicampeonato consecutivo do Troféu. Ele venceu Matheus Nolasco, da Sogipa (RS), na final. Já Luis Rossetim, também do Paineiras, e Gabriel Genro, também da Sogipa, completaram o pódio com os bronzes.

No -63kg, ouro para Manuela Maia, do Clube de Regatas do Flamengo (RJ). A atleta de apenas 17 anos, ainda Cadete, venceu Ketleyn Nascimento, do Pinheiros (SP), na final. Rafaella Gonçalves, da Academia Lugon (DF), e Samara Oliveira, da Associação Yamasaki (SP), ficam com as medalhas de bronze.

Na categoria mais pesada do dia, o -81kg, Gabriel Falcão voltou a ser campeão do Troféu Brasil após revés em 2025, quando ficou com a prata. Neste ano, ele enfrentou Jonas Ribeiro, do Pinheiros (SP), na decisão. Vinicius Ardina, do SESI São Paulo (SP), e Enzo Trombini, também do Pinheiros (SP), completaram o pódio.

Terceiro dia contou com títulos consecutivos e voltas por cima

O terceiro e último dia de disputas individuais, neste sábado (13), teve seis categorias em ação: -70kg, -78kg e +78kg, no feminino, e -90kg, -100kg e +100kg, no masculino.

No -70kg, Maria Guilherme, do SESI São Paulo (SP), conseguiu o bicampeonato consecutivo ao vencer Nauana Silva, do Pinheiros (SP). Os bronzes ficaram com Luana Carvalho, também do SESI São Paulo, e com Sophia Câmara, também do Pinheiros.

No -90kg, a final foi uma reedição do Troféu de 2025, entre Guilherme Schimidt, da Sogipa (RS), e João Segatelle, do Pinheiros (SP). Schimidt venceu novamente e garantiu o tricampeonato. Completando o pódio, Marcelo Gomes, do Flamengo (RJ), e Gabriel Bondezan, do Grêmio Náutico União (RS), levaram os bronzes.

No -78kg, Beatriz Freitas, do Pinheiros (SP), deu a volta por cima após bater na trave em 2025 e ficar com a prata. Neste ano, ela enfrentou Dandara Camillo, da Sociedade Esportiva Palmeiras (SP), na final, e conquistou o ouro da categoria. Também subiram ao pódio Karol Gimenes, do Flamengo (RJ), e Millena Silva, do Minas Tênis Clube (MG).

No -100kg, outro pinheirense que ficou com a prata em 2025 chegou novamente à final e, desta vez, foi campeão. Giovani Ferreira, o Pezão, enfrentou Rafael Macedo, da Sogipa (RS), e foi campeão do Troféu pela segunda vez na carreira. Nas disputas de bronze, Wilgner Mendes, também da Sogipa, e Gustavo Assis, do Minas Tênis Clube (MG), levaram a melhor.

No +78kg, Giovanna Santos, do Flamengo (RJ), fez campanha de quatro lutas para levar o ouro. Na final, ela venceu Thauana Silva, do Athletico Paulistano (SP), adversária que havia perdido na Seletiva Nacional para o Campeonato Pan-Americano. Vitória Siqueira, do SESI São Paulo (SP), e Olivia Oliveira, da Sogipa (RS), faturaram os bronzes.

Na última categoria do dia, o +100kg, Andrey Coelho, do Grêmio Náutico União (RS), foi campeão depois de uma prata em 2025. A final contra João Cesarino, do Instituto Reação (MT), foi decidida no golden score. Já a dupla minastenista, André Humberto e Juscelino Nascimento, foi medalhista de bronze.

Pinheiros lidera quadro geral feminino e masculino

Na premiação geral da competição, o Esporte Clube Pinheiros (SP) ficou com o título no feminino e no masculino.

Entre as mulheres, os paulistanos conquistaram dois ouros, três pratas e três bronzes. Completando o quadro de melhores colocados, o Flamengo (RJ) veio em segundo; o SESI São Paulo (SP) em terceiro; o Instituto Reação (RJ) em quarto; e a Sogipa (RS) em quinto lugar.

Entre os homens, o Pinheiros somou um ouro, três pratas e um bronze. A Sogipa (RS), em segundo; o Grêmio Náutico União (RS), em terceiro; o SESI São Paulo (SP), em quarto; e o Paineiras do Morumby (SP), em quinto, completaram o pódio.

Além destes clubes, outros nove conquistaram medalhas: Associação Namie (SP), Minas Tênis Clube (MG), Athletico Paulistano (SP), Instituto Reação (MT), S.E. Palmeiras (SP), Espaço Marques (DF), Academia Lugon (DF), Associação Yamasaki (SP) e Shiro Sport Clube (RN).

Pinheiros conquista o tetracampeonato por Equipes

O Esporte Clube Pinheiros (SP) repetiu o feito de 2025 e conquistou o título da competição por equipes mistas, tornando-se tetracampeões da principal competição coletiva do judô brasileiro.

Além do título, o clube campeão ainda recebeu da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) o benefício de três investimentos adequados ainda para 2026. Já o vice-campeão ficou com dois investimentos e os medalhistas de bronze com um cada.

Confira como foi o dia:

Final — Pinheiros 4×1 Flamengo

De um lado, o Pinheiros chegou à luta pela medalha de ouro como defensor do título de campeão da maior competição por equipes do judô brasileiro. Do outro, o Flamengo se classificou à decisão pela primeira vez desde que a CBJ unificou o Troféu Brasil, antigo Grand Prix Nacional, no formato misto.

Os pinheirenses começaram o dia em um confronto duro contra a Sogipa (RS), decidido na luta pelo desempate (4X3). Nas quartas, a equipe passou pelo Paineiras do Morumby (SP) por 4×0 e, na semifinal, pelo SESI São Paulo (SP) também por 4×0.

Já o Flamengo estreou vencendo o Instituto Reação (MT) por 4×1. Nas quartas, enfrentou o rival Tijuca Tênis Clube (RJ) e se classificou para a semifinal por 4×1. Nesta etapa, tiveram pela frente o Minas Tênis Clube (MG), atuais vice-campeões, e passaram por 4×3, com Maria Diniz decidindo a favor dos rubro-negros na luta pelo desempate.

Na final, Sarah Souza (-57kg) começou vencendo Ellyda Knoth por ippon. Depois, Ronald Lima (-73kg) levou a melhor sobre Arthur Santos com dois waza-ari, e Nauana Silva (-70kg) fez 3×0 sobre Gabrielle Ferreira com um waza-ari. Na quarta luta, Marcelo Gomes (-90kg) diminuiu para os rubro-negros com um waza-ari sobre Eduardo Yudy Santos.

Quem confirmou o ouro para o Pinheiros foi a campeã olímpica Beatriz Souza (+70kg), conseguindo o 4×1 com um waza-ari. Esse foi o quarto título nacional pinheirense em competições por equipes mistas da classe sênior. Ainda no Troféu Brasil deste ano, o clube também foi campeão geral feminino e masculino.

Já o Flamengo garantiu sua primeira prata com a equipe mista, após um bronze em 2025.

“O grande motor do judô brasileiro acontece no dia a dia dos clubes, onde todo mundo está trabalhando muito. Então, cada vez mais a gente tem clubes muito duros se enfrentando, tanto nas competições individuais quanto nas competições por equipe. A gente sair daqui com três títulos é um orgulho muito grande. É o reflexo do trabalho diário dos atletas, da comissão técnica e de toda a equipe de apoio que se dedica muito”, disse Leandro Guilheiro, Head Coach da equipe paulista.

Bronze — Minas Tênis Clube 4×1 Grêmio Náutico União

A primeira medalha de bronze do dia foi conquistada pelo Minas Tênis Clube (MG), que venceu o Grêmio Náutico União (RS), de virada, por 4×1.

Para chegar à disputa, os mineiros passaram pela Associação Kiai, por 4×2; pelo Athletico Paulistano, por 4×0; e perderam para o Flamengo na semifinal por 4×3.

No confronto pela medalha, o União saiu na frente com Gabrielle Gonzaga (-57kg) jogando Amanda Lima em ippon. Mas, depois, o Minas emendou uma sequência de quatro vitórias para fechar o placar. Willian Lima (-73kg) venceu Claiton Faria por waza-ari; Kaillany Cardoso (-70kg) fez Anna Sperling bater em um estrangulamento; Júlio Koda (-90kg) levou a melhor nas punições contra Gabriel Bondezan (3-1); e Millena Silva (+70kg) ganhou de Vitória Maia por ippon.

Bronze — SESI São Paulo 4×0 Athletico Paulistano

Quem levou o outro bronze em disputa foi o SESI São Paulo (SP), vencendo o Athletico Paulistano (SP) por 4×0.

Antes do confronto, a equipe fez 4×0 no Shiro Sport Clube (RN); 4X1 no Grêmio Náutico União (RS); e perdeu na semifinal para o Pinheiros por 4×0.

A medalha veio com Shirlen Nascimento (-57kg), que fez Isabelle de Paula bater em um estrangulamento; João Moura (-73kg), com um yuko em Marcus Ramos; Maria Guilherme (-70kg), que jogou Linda Bertuzze em ippon; e Luan Almeida (-90kg) com um waza-ari e um yuko em Natan Venâncio Santiago.

Redação Surto Olímpico

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Desde 2011, vivendo os esportes olímpicos e paralímpicos com intensidade o ano inteiro. Estamos por trás de cada matéria, cobertura e bastidor que conecta atletas e torcedores com informação acessível, atualizada e verdadeira.
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