Rússia estava suspensa desde 2023 e competiu como neutros em Paris 2024 e Milão Cortina 2026
O Comitê Olímpico Internacional (COI) retirou provisoriamente, nesta terça-feira (7), a suspensão do Comitê Olímpico Russo — um passo em direção ao retorno da Rússia ao movimento olímpico antes dos Jogos de Los Angeles 2028.
Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, o Comitê Olímpico Russo (ROC) foi suspenso em outubro de 2023 por reconhecer conselhos olímpicos regionais em áreas da Ucrânia ocupadas pela Rússia: Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia.
O COI informou que seu conselho executivo havia levantado a suspensão, mas ainda não havia decidido se a Rússia poderia exibir sua bandeira e suas cores ou se seu hino poderia ser tocado nos Jogos.
O ministro do Esporte da Rússia, Mikhail Degtyarev, afirmou que a decisão do COI deve abrir caminho para que os atletas russos retornem plenamente ao cenário esportivo internacional.
“O retorno do nosso país à família olímpica é um sinal verde para que as federações internacionais reintegrem todos os nossos atletas”, disse Degtyarev.
Atletas russos competiram como neutros nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026.
“A decisão foi tomada após uma análise minuciosa da Comissão de Assuntos Jurídicos do COI, considerando que o ROC (Comitê Olímpico Russo) não inclui mais, entre seus membros, quaisquer organizações esportivas regionais situadas em territórios sob a jurisdição do Comitê Olímpico Nacional (CON) da Ucrânia”, declarou o COI em um comunicado.
Em 2023, o COI afirmou que o reconhecimento, pela Rússia, de conselhos olímpicos regionais em partes ocupadas da Ucrânia violava a Carta Olímpica e a integridade territorial do Comitê Olímpico da Ucrânia.
Nesta terça-feira, o órgão declarou: “O ROC confirmou que não realiza, nem realizará, quaisquer atividades nesses territórios. O conselho executivo do COI continuará monitorando de perto a situação relacionada a quaisquer atividades do ROC nesses territórios e reserva-se o direito de tomar outras medidas, caso considere necessário”.









