Estipula-se que 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas na Venezuela
O capitão da seleção venezuelana de vôlei, Willner Rivas Quijada, de 31 anos, foi tragicamente encontrado morto ao lado de sua esposa, Mariángel Pérez, e do filho pequeno, Theo, de apenas um ano e meio. Seus corpos foram localizados no domingo (5), onze dias após terem ficado presos sob os escombros, na sequência dos terremotos catastróficos que atingiram o estado de La Guaira, na Venezuela, em 24 de junho.
A notícia desoladora foi confirmada no domingo pelo Club Voleibol Guaguas, atual campeão da Superliga Espanhola. Rivas havia assinado recentemente com a equipe para disputar a temporada 2026-2027.
“É com profunda tristeza que confirmamos o falecimento de Willner Rivas, de sua esposa Mariángel Pérez e de seu filho pequeno, Theo, encontrados sem vida após ficarem soterrados por onze dias devido ao terremoto que devastou a Venezuela. O CV Guaguas expressa suas mais sinceras condolências à família. Que descansem em paz”, declarou o clube em mensagem publicada nas redes sociais.
A Federação Venezuelana de Voleibol também lamentou a morte da família e prestou homenagem ao capitão da seleção nacional.
Os corpos foram resgatados dos escombros do prédio que desabou, vítima dos dois tremores que assolaram partes de La Guaira.
A confirmação encerra uma busca árdua de onze dias, que mobilizou familiares, companheiros de equipe, dirigentes esportivos e milhares de pessoas que acompanhavam o caso pela internet.
A última informação sobre o paradeiro de Rivas indicava que ele estava em casa na tarde de 24 de junho, quando dois terremotos potentes — com magnitudes de 7,5 e 7,2, ocorridos com apenas 39 segundos de intervalo — causaram destruição generalizada na região.
Recém-contratado como peça-chave do Guaguas, Rivas deveria reforçar o elenco espanhol após a saída do jogador cubano Osmany Juantorena.
A perda da família Rivas faz parte de uma tragédia maior, que também vitimou outras figuras do esporte durante o desastre. Entre as vítimas fatais estão quatro jogadores de futebol — incluindo Yimvert Berroterán, de 18 anos, do Caracas FC — e o jogador de basquete Gilberto Hernández, que morreu junto com sua esposa.
As Nações Unidas estimam que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas, e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alerta que o número final de mortos pode aumentar significativamente, tornando este o desastre natural mais devastador registrado na Venezuela em mais de um século.








