David Hearn foi nono colocado na canoagem slalom em Atlanta 1996
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou medidas para retirar a acusação criminal contra o ex-atleta olímpico David Hearn, em uma mudança de postura notável.
Em uma petição apresentada na tarde da última sexta-feira (31/08), a promotora federal Jeanine Pirro reconheceu que as acusações feitas contra Hearn — responsabilizando-o por vandalizar o espelho d’água do Memorial Lincoln (Lincoln Memorial Reflecting Pool) — não pareciam ter fundamento.
“Os danos foram resultado de uma instalação malfeita e não de vandalismo, como inicialmente relatado pelo [Departamento do Interior]”, escreveu Pirro.
No início deste mês, a promotora havia acusado Hearn, um canoísta olímpico, de arrancar “com força e violência” o revestimento recém-instalado do espelho d’água, parte de um projeto de reforma defendido por Trump.
Ela descreveu as ações dele como “uma afronta à dignidade da nossa história compartilhada” e alertou que Hearn poderia enfrentar até 10 anos de prisão pela destruição de propriedade do governo.
No entanto, nos documentos judiciais apresentados na sexta-feira, surgiu uma narrativa diferente.
Pirro enfatizou repetidamente que só recebeu as novas informações depois que a acusação formal contra Hearn já havia sido apresentada. Ela atribuiu a situação, em parte, aos “relatórios policiais superficiais” que seu escritório havia recebido.
“Somente após a formalização da acusação é que o Departamento do Interior forneceu documentos adicionais à [Procuradoria Federal de Washington, D.C.] indicando que os danos ao espelho d’água do Memorial Lincoln, em junho de 2026, foram resultado de uma instalação defeituosa realizada pela empreiteira”, escreveu Pirro.
Ela acrescentou que a pressão para concluir o projeto de reforma do espelho d’água antes do feriado do Dia da Independência — que marca o 250º aniversário dos EUA — contribuiu para a falha na obra. Trump havia planejado vários eventos para a ocasião.
“A pressa para concluir o projeto levou a um trabalho precipitado e malfeito, que não foi corrigido antes da finalização da obra e da remoção dos tapumes”, explicou Pirro, citando atrasos na instalação, condições climáticas adversas e falhas repetidas nos testes.









