Douglas Silva é bicampeão em casa e Tainá Hinckel aumenta recorde no Surf Brasil Pro

As decisões do domingo em Ipojuca foram só entre surfistas com títulos brasileiros contra Weslley Dantas e Juliana dos Santos que lideram o ranking de 2026

Foto: Fabriciano Jr. / Surf Brasil
Foto: Fabriciano Jr. / Surf Brasil

O ipojucano Douglas Silva é bicampeão em casa e a catarinense Tainá Hinckel aumenta seu recorde de vitórias no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, no domingo com a Praia do Borete lotada em Ipojuca, litoral sul de Pernambuco. O bicampeão brasileiro é o primeiro a ganhar três etapas desde 2022 na categoria masculina e a surfista olímpica da Guarda do Embaú, festejou o seu sétimo título em oito finais disputadas. As decisões foram só entre campeões brasileiros, contra os líderes no ranking das duas etapas de 2026, o paulista Weslley Dantas e a cearense Juliana dos Santos. O próximo desafio dos melhores surfistas do Brasil, vai ser na casa do Weslley, a Reserva Nacional de Surf na Praia de Itamambuca, de 16 a 28 de julho em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.

Douglas Silva chegou em Ipojuca depois de conquistar o título de campeão panamericano no Panamá e na semana retrasada, ainda ganhou a etapa do Circuito Nordestino, realizada nas mesmas ondas da Praia do Borete. Ele agora é o primeiro surfista a vencer três etapas válidas pelo título brasileiro desde 2022, na gestão do presidente Teco Padaratz na Confederação Brasileira de Surf. A recordista absoluta é Tainá Hinckel, que aumentou de 6 para 7, o número de vitórias em sua primeira vez competindo na Praia do Borete. A final do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, foi uma reedição da sua sexta conquista, na última etapa de 2025 também contra Juliana dos Santos na Praia Mole de Florianópolis, Santa Catarina.

Além de aumentar para 7 o número de etapas vencidas, Tainá Hinckel igualou as 8 finais disputadas pela hexacampeã brasileira Silvana Lima. A líder do ranking 2026, Juliana dos Santos, decidiu o título em Ipojuca no ano passado e foi também vice-campeã na final contra outra catarinense, Laura Raupp. Mas Jujú agora dispara na liderança do ranking, pois começou a temporada com vitória em casa no Surf Brasil Pro da Praia da Taíba, no Ceará.

Juliana dos Santos foi campeã brasileira em 2024, um ano depois da Tainá Hinckel também festejar o seu primeiro título em 2023. A cearense lidera o ranking do Surf Brasil Pro 2026, agora com a catarinense em segundo lugar, seguida pela vice-campeã da primeira etapa no Ceará, a paraibana Analu Silva. As duas buscam o bicampeonato brasileiro esse ano, assim como o paulista Weslley Dantas. No ranking masculino, o bicampeão brasileiro em 2024 e 2025, Douglas Silva, não competiu no Ceará e já aparece em 12.o lugar, com os 10.000 pontos do bicampeonato em casa. O paulista Weslley Dantas foi campeão brasileiro em 2023 e assumiu a ponta do ranking quando passou para a final, tirando a primeira posição do baiano Bino Lopes, derrotado pelo Dodô na primeira semifinal.

A decisão masculina aconteceu quando a maré já estava cheia na Praia do Borete, com as séries demorando mais para entrar do que nas semifinais, quando Weslley Dantas pegou 15 ondas para derrotar o potiguar Alan Jhones por 13,86 a 12,50 pontos. Essa vitória garantiu a liderança do ranking para King Dantas, porque o baiano Bino Lopes estava na frente e já havia sido eliminado por Douglas Silva, também por uma pequena vantagem de 13,27 a 12,03 pontos. As classificações para a grande final foram conquistadas com manobras aéreas, especialmente nas esquerdas da Praia do Borete.

Douglas Silva também acertou um full rotation de frontside na final do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, que valeu a maior nota da bateria, 6,90. Logo ele achou outra esquerda, que abriu a parede para fazer uma série de batidas e rasgadas com pressão e velocidade, até cravar as quilhas na areia. A torcida explodiu na praia e a nota 5,03 confirmou o bicampeonato em casa, por 11,93 a 10,33 pontos. O campeão e a campeã no circuito nacional mais rico do mundo, único que oferece meio milhão de reais a cada etapa, ganham o mesmo prêmio de 50 mil reais, com os vice-campeões recebendo 25 mil reais no masculino e no feminino.

As outras duas etapas já confirmadas, serão na casa do paulista Weslley Dantas e da catarinense Tainá Hinckel. A próxima é em Ubatuba, de 18 a 26 de julho na Reserva Nacional de Surf da Praia de Itamambuca. E o palco da decisão dos títulos brasileiros, será na única Reserva Mundial de Surf do Brasil, na paradisíaca Guarda do Embaú, nos dias 7 a 15 de novembro no município de Palhoça, em Santa Catarina. Essa praia recebeu a última etapa da Taça Brasil no ano passado e Tainá Hinckel fez as honras da casa com vitória. Agora, ela pode conquistar o segundo título brasileiro em casa, na grande final do Surf Brasil Pro 2026.

O Surf Brasil Pro Porto de Galinhas provocou sete mudanças de nomes no grupo dos tops que entram na fase mais avançada de cada etapa, cinco no ranking masculino e duas no feminino. Douglas Silva saiu do zero direto para o 12.o lugar, com o bicampeonato em casa. Outro campeão brasileiro, o potiguar Israel Junior, parou nas quartas de final e também entrou no grupo dos top-22, saindo da 25.a para a oitava posição. Ainda teve o paulista Renan Pulga, vice-campeão brasileiro em 2026, assumindo a 18.a colocação, o potiguar Alan Jhones pegando a vigésima e o alagoano Amando Tenorio indo para o 21.o e penúltimo lugar nessa lista.

No ranking feminino, as novidades entre as Top-11 são dois grandes talentos da novíssima geração do surf brasileiro, que só foram derrotadas pela campeã brasileira de 2024 e líder do ranking 2026, Juliana dos Santos. Uma delas, a catarinense Kauanny de Souza, de apenas 15 anos, subiu no pódio do Surf Brasil Pro pela primeira vez, dividindo o terceiro lugar com a gaúcha Alexia Monteiro, que pela terceira vez seguida parou nas semifinais da etapa pernambucana em Ipojuca. Kauanny subiu da 31.a para a oitava posição e a outra novidade é a paulista Carol Bastides, que ficou nas quartas de final e assumiu a nona colocação.

As duas tiraram das Top-11, a paulista Kemily Sampaio e a baiana Potira Castaman, que mora em Florianópolis. No ranking masculino, saíram dos Top-22 os cearenses Janninfer de Sousa e Mathias Ramos, o potiguar Paulo Henrique Grilo, o paulista Luan Carvalho e o paraibano Samuel Igo. Estes perderam o privilégio que tiveram em Porto de Galinhas, de entrar na fase mais avançada da terceira etapa do Surf Brasil Pro 2026 em Ubatuba, já com o prêmio mínimo de 3.000 reais garantido e direito a repescagem, caso não vençam a sua primeira bateria na Praia de Itamambuca.

Redação Surto Olímpico

Redação Surto Olímpico

Desde 2011, vivendo os esportes olímpicos e paralímpicos com intensidade o ano inteiro. Estamos por trás de cada matéria, cobertura e bastidor que conecta atletas e torcedores com informação acessível, atualizada e verdadeira.
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