Em meio a incidentes de “duplo toque” em Milão Cortina, atletas do curling estão abertos a uso do “VAR” na modalidade

Jogo tenso entre Suécia e Canadá deu inicio a polêmica do duplo toque

Foto: AP/David Philip
Foto: AP/David Philip

Enquanto a controvérsia continua a circular na competição de curling nos Jogos Olímpicos de Inverno sobre o toque duplo nas pedras, os jogadores dizem estar abertos à possibilidade de introduzir replays em vídeo no esporte.

Na sexta-feira (12), a equipe masculina da Suécia acusou os jogadores canadenses de tocarem as pedras duas vezes, o que desencadeou um confronto acalorado entre os jogadores e uma subsequente repercussão na mídia.

Em resposta, a Federação Mundial de Curling (World Curling) afirmou que o restante da competição olímpica teria oficiais monitorando a linha de lançamento, o ponto onde os jogadores devem soltar a pedra durante o lançamento.

Desde a introdução dos oficiais no sábado (13), a capitã da equipe feminina canadense, Rachel Homan, e o jogador da equipe masculina britânica, Bobby Lammie, tiveram pedras removidas devido a toques duplos.

A entidade que rege o curling não utiliza replays em vídeo nos jogos e, em vez disso, usa dispositivos eletrônicos para detectar violações da linha de lançamento.

O companheiro de equipe de Lammie, Hammy McMillan Jr., disse que a introdução de um sistema como o Hawk-Eye, usado no tênis e no críquete, ou o Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) do futebol, poderia ajudar.

“Com a implementação do VAR ou do Hawk-Eye, cada equipe tem direito a um ou dois desafios, então é preciso ter certeza absoluta de que alguém cometeu a infração”, acrescentou o escocês.

“Acho que seria muito legal, talvez modernizasse um pouco o curling. Acredito que a revisão por vídeo possa ser o próximo passo, com as equipes tendo a oportunidade de fazer desafios.”

Luc Violette, da seleção masculina dos Estados Unidos, disse que é difícil para os árbitros, à beira da quadra, identificarem infrações que acontecem em frações de segundo.

“Gostaria de ver mais acesso ao vídeo. É uma ferramenta muito útil e permite visualizar as infrações com muito mais clareza”, acrescentou.
“É difícil arbitrar porque sempre dizemos, na largada, que a mão é mais rápida que o olho. Realmente acontece muito rápido.

Acho que os árbitros estão tentando fazer o que podem com as regras atuais, mas eu gostaria que eles pudessem usar a revisão por vídeo… Eu definitivamente adoraria ver o esporte abraçar a tecnologia de todas as maneiras possíveis.”

A segunda da equipe feminina dos Estados Unidos, Tara Peterson, disse que o replay instantâneo também seria útil para situações além das infrações na linha de lançamento.

“Há alguns espaços no curling onde as paredes são de madeira”, disse Peterson.

“Já vimos pedras ricochetearem e não sabermos para onde iriam. Não dá para ver o replay instantâneo. Há situações em que o replay instantâneo seria crucial.

“Ou se alguém acidentalmente acertar um guarda com o pé, para onde isso deveria ser direcionado?”

A capitã da equipe feminina britânica, Sophie Jackson, mostrou-se menos entusiasmada com a ideia de adicionar replays em vídeo, dizendo que isso poderia tornar o jogo mais lento.

“Já falamos sobre isso no curling, para os espectadores, que precisamos manter esse ritmo”, acrescentou ela.

“Então, acho que o VAR provavelmente não é o caminho certo, na minha opinião. Sempre fomos um esporte que tenta seguir as regras e ter um alto nível de espírito esportivo. Espero que possamos resgatar isso com essa regra.”

Regys Silva

Regys Silva

O surtado original. Criador do site em 2011 e louco pelas disputas da final olímpica do badminton até a final C do skiff simples do remo.Cearense e você pode me achar em Regys_Silva
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