FIL decidirá em setembro sobre retorno da Rússia as competições

A sessão extraordinária será na Finlândia

Foto: Reprodução
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A Federação Internacional de Luge submeterá a possível readmissão plena de atletas da Rússia à sua sessão extraordinária em setembro, após o Comitê Olímpico Internacional ter suspendido provisoriamente a punição ao ROC (Comitê Olímpico Russo).

A federação evitou definir uma posição concreta em um comunicado enviado à agência de notícias russa TASS, limitando-se a dizer que forneceria mais informações após o congresso — uma resposta que deixa o caso em aberto e, por ora, descarta qualquer retorno automático da Rússia ao circuito internacional.

“A FIL fornecerá mais informações após o Congresso Extraordinário da FIL, no final de setembro de 2026”, afirmou a federação. Essa resposta ressalta a cautela de uma entidade dirigente que mantém atletas russos fora de suas competições desde março de 2022, no contexto da resposta internacional à invasão da Ucrânia, onde o conflito persiste.

O adiamento ocorre após a mudança anunciada na terça-feira pelo Comitê Olímpico Internacional, que suspendeu provisoriamente a punição ao ROC após uma análise de sua Comissão de Assuntos Jurídicos. A sanção estava em vigor desde outubro de 2023, quando o comitê russo incorporou à sua estrutura conselhos esportivos de territórios sob a jurisdição do Comitê Olímpico Nacional da Ucrânia; no entanto, o COI agora considera que os fundamentos da punição não se sustentam mais, uma vez que o ROC não inclui mais essas entidades como membros e garantiu que não realizará atividades nessas áreas.

A decisão do COI também afeta as diretrizes gerais que as federações vinham utilizando desde 2022 para restringir a participação russa. A entidade recordou que, em fevereiro daquele ano — quatro dias após a invasão da Ucrânia —, recomendou que federações e organizadores de eventos internacionais excluíssem atletas e dirigentes russos e bielorrussos “para proteger a integridade das competições esportivas globais e garantir a segurança de todos os participantes”. Agora, o COI declarou que essas condições, juntamente com as adotadas em março de 2023 para regulamentar a participação neutra, não se aplicam mais aos processos de classificação em curso para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 e para os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude de Dolomiti Valtellina 2028. Embora tenha retirado suas recomendações anteriores sobre restrições a atletas e equipes russas, o COI deixou claro que qualquer atleta russo que retorne às competições internacionais terá de cumprir os requisitos antidoping pertinentes — com a gestão do programa nacional delegada à Agência Internacional de Testes (ITA), especialmente enquanto a Agência Antidoping da Rússia (RUSADA) aguarda sua plena reintegração.

No luge, a disputa vinha se arrastando desde antes das mudanças no cenário olímpico. A FIL submeteu a prorrogação das sanções contra atletas russos a votação em junho de 2024 e, em julho de 2025, Natalia Gart, presidente da Federação Russa de Luge, declarou à agência TASS que a entidade defenderia os direitos de seus atletas na justiça; posteriormente, Mikhail Degtyarev, Ministro do Esporte da Rússia e presidente do Comitê Olímpico Russo, informou em seu canal no Telegram que havia entrado com recurso contra a decisão do Congresso da FIL que mantinha a proibição.

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) acabou acolhendo o recurso russo contra a proibição imposta pela FIL e abriu caminho para a participação internacional, embora o efeito prático não tenha sido uma readmissão coletiva incondicional, mas sim uma via restrita a atletas autorizados a competir sob bandeira neutra.

O alcance dessa decisão limitou-se a uma presença neutra restrita no luge, permitindo que Daria Olesik (13ª colocada no individual feminino) e Pavel Repilov (14º no individual masculino) competissem nos Jogos de Milão-Cortina, ao passo que a participação plena da Rússia nas competições da FIL permanecia vetada.

Gart viu a nova decisão do COI como uma oportunidade para mudar a posição da federação internacional, embora tenha reconhecido que a palavra final caberia ao Congresso da FIL. “Quanto ao acesso dos atletas russos de luge ao cenário internacional, essa decisão será tomada em setembro pelo Congresso extraordinário da FIL”, afirmou ela, em declarações divulgadas pela TASS.

Para Degtyarev, a medida do COI tem um alcance mais amplo e abre caminho para a reintegração dos atletas russos. “O retorno do nosso país à família olímpica é um sinal verde para que as federações internacionais restabeleçam os direitos de todos os nossos atletas”, disse ele em um comunicado do Comitê Olímpico Russo. Além dessas interpretações russas, a decisão agora cabe à FIL, que em setembro terá de decidir se transforma a participação neutra e limitada observada no luge nos Jogos de Milão-Cortina em uma readmissão mais ampla de seus atletas ou se mantém seu próprio sistema de restrições, apesar da nova diretriz estabelecida pelo COI.

Regys Silva

Regys Silva

O surtado original. Criador do site em 2011 e louco pelas disputas da final olímpica do badminton até a final C do skiff simples do remo.Cearense e você pode me achar em Regys_Silva
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