Fundação Olímpica de Refugiados recebe mais 17 atletas

A equipe olímpica de refugiados começou a competir no Rio 2016

Equipe Olímpica de Refugiados
Equipe Olímpica de Refugiados

Com a aproximação do Dia Mundial do Refugiado, em 20 de junho, a Fundação Olímpica para Refugiados (ORF) acolheu, na segunda-feira, 17 novos atletas solicitantes de asilo em seus programas de treinamento, com a esperança de que eles possam competir nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.

A nova turma, formada por oito comitês olímpicos nacionais diferentes, abrangendo nove modalidades esportivas, incorpora o compromisso cada vez maior do Movimento Olímpico de dar aos refugiados uma participação genuína no mundo esportivo. O programa de Apoio a Atletas Refugiados, administrado pela ORF e viabilizado pelo apoio de Comitês Olímpicos Nacionais e Federações Internacionais, ajuda os atletas a reconstruir sua conexão com o esporte. Por meio do projeto e das bolsas de Solidariedade Olímpica que o sustentam, a ORF apoia atletas refugiados enquanto eles se reconectam com suas comunidades esportivas e continuam sua jornada.

Fundada pelo Comitê Olímpico Internacional em setembro de 2017, a ORF adapta o esporte para responder às realidades das crises humanitárias.

Com as novas adições, o programa de Apoio a Atletas Refugiados agora apoia um total de 62 atletas competindo em 14 modalidades esportivas diferentes, sob a chancela de 16 Comitês Olímpicos Nacionais. Dezoito Federações Esportivas Internacionais permitem que atletas refugiados participem de suas competições internacionais, e muitas delas também acolhem uma equipe de refugiados em seus Campeonatos Mundiais.

A participação no programa de Apoio a Atletas Refugiados torna os atletas elegíveis para serem considerados para a Equipe Olímpica de Refugiados nos Jogos. Todos os participantes apoiados pelo programa receberão financiamento até os Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028. Para se beneficiarem do programa, os atletas devem ser competidores de elite em seus respectivos esportes e devem ter status de refugiado em seu país anfitrião, reconhecido pelo ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados.

Os atletas recém-adicionados são: Abolfazl Abbasipouya; Ali Idow Hassan; Arman Karapetyan; Ayda Khorshidi; Aysa Khorshidi; Clementine Meukeugni Noumbissi; Dario Lokoro; Edilio Francisco Centeno Nieves; Farhad Nourikhorjestan; Fatemeh Keshavarz; Fernando Dayan Jorge Enriquez; Habiba Bayati; Hannaneh Afshar; Marialejandra Coromoto Centeno Nieves; Mehdi Abedini; Mohammad Ganjkhanlo; e Tesfu Weldegebreal.

Durante a 133ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, em Buenos Aires, em outubro de 2018, foi aprovada a participação de uma equipe de refugiados nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Para Thomas Bach, então presidente da entidade, a iniciativa foi autorizada mais uma vez, apesar da verdade por trás dela. “Em um mundo ideal, essa equipe não deveria existir. Mas, infelizmente, os motivos pelos quais criamos essa equipe antes do Rio 2016 ainda persistem”, comentou.

A Equipe Olímpica de Refugiados competiu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e, posteriormente, participou das edições seguintes: Tóquio 2020 e Paris 2024. A ORF está agora se preparando para os Jogos Olímpicos da Juventude de Dakar 2026, onde uma Equipe Olímpica de Jovens Refugiados competirá pela primeira vez. Dakar 2026 representa uma oportunidade não apenas para apoiar jovens atletas refugiados, mas também para destacar o papel da África no enfrentamento do deslocamento global e o dever do COI de auxiliar refugiados por meio da solidariedade e inclusão.

A boxeadora camaronesa Cindy Ngamba conquistou a primeira medalha da história para a Equipe Olímpica de Refugiados nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, na categoria feminina de 75 kg.

Regys Silva

Regys Silva

O surtado original. Criador do site em 2011 e louco pelas disputas da final olímpica do badminton até a final C do skiff simples do remo.Cearense e você pode me achar em Regys_Silva
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