Em entrevista exclusiva, paulista fala sobre ser um dos principais nomes do skate brasileiro, calendário e SLS Takeover Rio
A skatista Gabi Mazetto será uma das skatistas presentas na disputa do SLS Takeover do Rio de Janeiro, a ser realizado no Maracanãzinho, no domingo 9 de agosto, e aproveitou para conversar de forma exclusiva com o Surto Olímpico.
O ano de Gabriela vem sendo recheado de bons resultados, a brasileira foi 12ª no Mundial de 2025, realizado em março deste ano, em São Paulo, 9ª na Copa do Mundo de skate street de Roma, na Itália, além de fechar o STU National no quinto lugar geral após as cinco etapas do circuito brasileiro.
A brasileira, natural de Praia Grande, São Paulo, compartilha a carreira com a missão de ser mãe de Liz e falou que o calendário cheio “ajuda e nos atrapalha um pouco”, mas está contente com a performance nas pistas de street.
Mazetto não conteve a animação de poder competir no Brasil novamente em etapas SLS e quer medalhar: “Gostaria muito de fazer pódio mais uma vez”. Confira a entrevista completa:
Surto: Como você encara a experiência do SLS Takeover? Como o seu estilo se encaixa nesse modelo de evento e qual a sua expectativa para a competição no Rio?
Gabi: Eu acho muito style a ideia do Takeover, pois podemos ver manobras diferentes do que estamos acostumados a ver nas arenas. Acho que meu estilo de skate se encaixa bem nesse modelo, basta planejar bem o que for fazer antes da competição. Gostaria muito de fazer pódio mais uma vez (mencionando o pódio na etapa de Brasília em 2025), foi uma das melhores sensações que senti na minha vida, foi muito emocionante!
S: O SLS Takeover Rio será no lendário Maracanãzinho, palco de grandes eventos como vôlei, basquete e tênis e que vai dar lugar ao skate por um fim de semana. Você se imaginou competindo no coração do esporte brasileiro em uma das ligas mais fortes do skate mundial?
G: Se não me engano já competi um SLS lá. E foi incrível a torcida Brasileira sempre vem junto com a gente vibrando em cada manobra e nos ajudando a dar o nosso melhor.
S: A World Skate programou o Mundial de 2026 para outubro, durante os Jogos Mundiais de Skate, no Paraguai. Essa será a terceira chance de atingir uma final em Mundial/WST na temporada, após você ficar a poucas posições da classificação em São Paulo e na beira em Roma, além de também somar pontos importantes para a corrida olímpica de LA-28. Você está sentindo uma evolução na temporada? Acredita que um ano cheio de desafios com X-Games, Mundial de SP, WST e STU National pode fazer a diferença nos próximos compromissos do ano?
G: Estou me sentindo mais feliz com o que estou fazendo, andando de skate mais confiante e acertando minhas manobras, quero muito melhorar para as próximas etapas e seguir representando o Brasil mundo a fora. Creio que esse ano cheio de campeonatos ajuda e nos atrapalha um pouco, pois são muitas competições e quase não tem um tempo de descanso ou para aprender manobras ou deixar algumas na base. Mas de estar vivendo tudo isso em alto rendimento é muito bom, espero poder viver isso mais anos!
S: Falando em LA-28, a disputa pelas vagas nos Jogos Olímpicos está super acirrada e as disputas externas e interna não deixa ninguém se sentir garantido precocemente. Entendendo que a forte disputa interna do Brasil pode mudar tudo a qualquer momento, como que você vê esse ciclo olímpico e a briga por um lugar nos Jogos? Acredita que você pode ser “surpreendida” pela juventude brasileira do street que aprende tanto com você?
G: Como sempre falei, nada está garantido até a ultima competição; e no skate Brasileiro temos bons nomes nessa disputa. Então eu seguirei focada em mim e em meus objetivos. Independente do resultado quero ter dado o meu melhor em cima do skate e ter representado o Brasil da melhor forma que tive!









