Quem controla o quê

A Agência Mundial Antidoping publica a lista de substâncias e métodos proibidos, revisada todo ano. Federações internacionais, comitês olímpicos e agências nacionais executam os testes seguindo o mesmo código.

Como o teste acontece

  1. O atleta é notificado e acompanhado até a coleta.
  2. Ele escolhe o kit lacrado e a amostra é dividida em frascos A e B.
  3. O laboratório acreditado analisa a amostra A.
  4. Em caso de resultado adverso, o atleta pode pedir a análise da amostra B.

Fora de competição

Boa parte dos testes acontece longe das arenas, sem aviso prévio. Por isso existe o sistema de localização: atletas do grupo-alvo informam endereço e uma janela diária de uma hora. Faltar três vezes em doze meses já configura infração.

Passaporte biológico

Em vez de procurar a substância, o passaporte acompanha marcadores sanguíneos e hormonais ao longo dos anos. Variações incompatíveis com fisiologia normal abrem processo mesmo sem flagrante direto.

TUE e responsabilidade objetiva

A Autorização de Uso Terapêutico permite tratar condições legítimas com substâncias controladas, desde que aprovada antes do uso. Fora disso vale a responsabilidade objetiva: o atleta responde pelo que está no seu corpo, mesmo em caso de suplemento contaminado, embora isso possa reduzir a punição.

O que observar em um caso

Antes de julgar uma manchete, verifique três pontos: se houve suspensão provisória, se a amostra B foi analisada e em que instância o caso está. Muita notícia trata como condenação o que ainda é a primeira etapa do processo.