Hoje faz 10 anos das Olimpíadas Rio 2016 e eu tinha menos que isso quando as vivi.

O início de uma jornada esportiva

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Hoje faz 10 anos das Olimpíadas Rio 2016.

Eu tinha apenas 8 anos quando vivi esse momento, mas, mesmo com poucas lembranças, ele ocupa um lugar muito especial no meu coração.

Lembro de pegar o trem até o Engenhão com a minha dinda para assistir ao atletismo. Ela é formada em Comunicação Social, e hoje eu acho curioso como, de alguma forma, tudo parece estar conectado e fazer sentido. Na época eu não fazia ideia, mas talvez aquele dia tenha despertado em mim algo que eu só entenderia muitos anos depois.

A energia daquele estádio era diferente. Ver tantas pessoas vestindo a camisa do Brasil, torcendo juntas e vibrando por cada prova foi algo que eu nunca esqueci. Naquele dia ainda tivemos a emoção de ver o ouro de Thiago Braz no salto com vara, um momento que ficou marcado na memória.

Mas não eram só as competições que me encantavam. Eu me lembro de como a cidade inteira parecia respirar as Olimpíadas. Havia ativações, eventos e experiências promovidas por grandes marcas por todos os lados, e eu queria ir em tudo. Ficava fascinada com a grandiosidade daquilo, mesmo sem entender exatamente o que significava.

Naquela época, eu não tinha noção da importância de um evento como esse para o nosso país e para o mundo. Eu só sabia que algo muito especial estava acontecendo e queria aproveitar cada pedacinho daquela atmosfera. Hoje, olhando para trás, consigo enxergar o tamanho daquele momento histórico e me sinto muito grata por ter vivido tudo isso de perto.

Na volta para casa, fizemos questão de comprar uma medalha de ouro dos camelôs e alguns copos das Olimpíadas. Eram lembranças simples, mas que, para mim, carregavam um significado enorme.

Hoje, dez anos depois, percebo que aquele dia foi muito mais do que assistir a uma competição. Foi sentir, pela primeira vez, a emoção de um grande evento esportivo, de fazer parte daquela torcida e de viver um momento histórico para o nosso país.

Talvez eu não lembre de todos os detalhes, mas lembro exatamente da sensação. E, olhando para a minha vida hoje, estudando Comunicação e sonhando em trabalhar com jornalismo esportivo, gosto de pensar que aquele dia foi um dos primeiros capítulos dessa história. Às vezes, a gente só entende o significado de algumas memórias muitos anos depois. E talvez seja por isso que, dez anos depois, essa lembrança continua sendo tão especial para mim.

Maria Eduarda Porto

Maria Eduarda Porto

Maria Eduarda, estudante de Estudos de Mídia pela UFF, 18 anos e natural de Cabo Frio - RJ. Escrevo apaixonadamente sobre esportes, mas, sobretudo, o vôlei. Contato: portomariaeduarda123@gmail.com
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