Após as decisões do Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional em 7 de maio e 7 de julho, o Conselho da Federação Internacional de Handebol (IHF) decidiu alinhar sua posição às mais recentes recomendações esportivas globais.
A federação revogou formalmente a proibição imposta originalmente em 4 de março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia — conflito que ainda persiste. Equipes, dirigentes, árbitros, palestrantes e especialistas da Rússia e da Bielorrússia agora podem participar de todos os eventos e atividades da IHF utilizando seus símbolos nacionais.
Em colaboração com a Agência Internacional de Testes (ITA), a IHF aplicará todas as medidas antidoping necessárias para garantir a plena conformidade com o Código Mundial Antidoping durante o retorno dos atletas. É importante ressaltar que a entidade máxima da modalidade confirmou que não serão aplicados requisitos de elegibilidade ou restrições adicionais aos competidores que retornam.
A reintegração completa segue uma abordagem gradual iniciada no início deste ano. Em 24 de março de 2026, seleções de base de ambos os países foram autorizadas a participar de amistosos organizados por conta própria, desde que assinassem declarações confirmando a ausência de vínculos com agências militares ou de segurança estatal. Posteriormente, em 6 de maio, o Conselho aprovou a possibilidade de concessão de convites (wild cards) para o Campeonato Mundial Feminino Sub-16 da IHF de 2026 e para o Troféu das Nações da IHF.
Reconhecendo que a reintegração total pode exigir um período de transição, a IHF expressou a expectativa de um retorno tranquilo, contando com a cooperação de todas as partes interessadas. A federação também reiterou seu ”compromisso de longa data com a Federação de Handebol da Ucrânia”. A IHF condenou firmemente a guerra em curso e suas consequências devastadoras, manifestando a esperança de um fim iminente para o conflito, a fim de abrir caminho para o retorno da paz e o restabelecimento das relações esportivas normais.
Autoridades russas rapidamente elogiaram a novidade. O Ministro do Esporte, Mikhail Degtyarev, destacou a importância da decisão em seu canal no Telegram, classificando-a como um grande avanço para a diplomacia esportiva russa.

