Lei de Incentivo ao Esporte cresce e reforça papel do setor como vetor econômico e social no Brasil

Aportes somaram cerca de R$ 104,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 17%, e evidenciam avanço do esporte como ferramenta de impacto social

Foto: EGP
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O crescimento dos investimentos via Lei de Incentivo ao Esporte tem reforçado o papel do setor esportivo como uma importante ferramenta de desenvolvimento econômico e transformação social no Brasil. Os dados do primeiro trimestre de 2026 mostram que foram registrados aproximadamente R$ 104,9 milhões em aportes, um crescimento de cerca de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço chama atenção principalmente porque, historicamente, mais de 70% das captações costumam ocorrer apenas no último trimestre do exercício.

O cenário acompanha a expansão da relevância econômica do esporte no país. Segundo o estudo “Relatório Nacional da Economia do Esporte”, elaborado pela Sou do Esporte, a indústria esportiva movimentou aproximadamente R$ 183,4 bilhões em 2023, representando cerca de 1,69% do PIB nacional. O levantamento também aponta um importante efeito multiplicador dos investimentos públicos no setor: para cada R$ 1 investido, são gerados aproximadamente R$ 12,83 em movimentação econômica adicional ao longo da cadeia produtiva do esporte.

Além do impacto financeiro, especialistas destacam que o crescimento da Lei de Incentivo reflete uma mudança na forma como empresas e organizações enxergam o esporte, cada vez mais associado a iniciativas de impacto social, educação e fortalecimento de comunidades.

A CRIAPE, empresa especializada na elaboração, gestão e execução de projetos sociais e culturais por meio de Leis de Incentivo Fiscal, avalia que esse avanço contribui diretamente para ampliar o alcance de iniciativas em regiões historicamente vulneráveis.

“O crescimento dos investimentos mostra que o esporte passou a ser compreendido como uma ferramenta estruturante de desenvolvimento social. Quando aliado à educação, cultura e tecnologia, ele gera oportunidades reais para crianças e jovens em territórios que historicamente tiveram menos acesso a esse tipo de iniciativa. A Lei de Incentivo permite que esses projetos ganhem escala e tenham impacto duradouro”, afirma Leila Neto, diretora da CRIAPE.

Projetos desenvolvidos pela empresa em territórios como Rocinha, Maré e Higienópolis reforçam essa visão, utilizando educação, tecnologia e inovação como instrumentos de inclusão e capacitação de jovens da rede pública.

Para a Brada, plataforma de impacto que conecta marcas, pessoas e causas sociais, o fortalecimento da Lei de Incentivo também acompanha uma mudança de posicionamento das empresas, que passaram a buscar iniciativas capazes de gerar engajamento e conexão genuína com a sociedade.

“As marcas estão entendendo que investir em projetos esportivos vai além da visibilidade. Existe hoje uma busca crescente por iniciativas capazes de gerar conexão genuína com as pessoas e produzir transformação social concreta. O esporte tem uma capacidade única de mobilização e engajamento, principalmente entre os jovens”, comenta Vanessa Pires, CEO da Brada .

A expectativa do setor é que os aportes continuem crescendo nos próximos anos, impulsionados pela profissionalização dos projetos incentivados, pelo fortalecimento da economia do esporte e pelo aumento do interesse das empresas em ações de impacto social alinhadas a propósito, inclusão e desenvolvimento sustentável.

Redação Surto Olímpico

Redação Surto Olímpico

Desde 2011, vivendo os esportes olímpicos e paralímpicos com intensidade o ano inteiro. Estamos por trás de cada matéria, cobertura e bastidor que conecta atletas e torcedores com informação acessível, atualizada e verdadeira.
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