Maratona de Londres: a nova ‘queridinha’ para quebrar recordes mundiais

Traçado plano e bom clima atraíram elite da corrida e dois recordes mundiais foram quebrados no mesmo dia

AP Photo/ Ian Walton
AP Photo/ Ian Walton

No último domingo (26) a maratona mundial teve não apenas um, mas dois momentos históricos: Sabastian Sewe (KEN) se tornou o primeiro homem a correr uma maratona a menos de duas horas (1h59m30s, um minuto e cinco segundos mais rápido do que o recorde anterior) e Tigst Assefa (ETH) quebrou o recorde mundial no feminino em uma prova exclusivamente feminina, sem ajuda de ‘coelhos’ masculinos. Ambas aconteceram na famosa maratona de Londres, palcos de muitos recordes – seis quebras somente neste século. Mas o que torna esta prova tão especial para quebra de marcas?

Disputada desde 1981, a Maratona de Londres tem como seus principais fatores o traçado quase plano em todo o percurso, que margeia em muitos momentos o Rio Tâmisa e com uma altimetria relativamente baixa. Outro fator é a disputa em abril, na primavera londrina, onde a temperatura é agradável. Ambas condições possibilitam um ritmo forte entre a elite dos corredores, que pelas condições ficam impulsionados a quebrar recordes mundiais.

Tanto que Londres tem superado tradicionais maratonas velozes, como a de Berlim e de Chicago. Berlim, apesar de também ter um percurso plano e ter sido palco de diversos recordes mundiais no século, tem tido problemas de calor nas últimas edições da sua maratona, o que deixa a maratona mais lenta.

Tanto que na prova masculina, não foi apenas Sabastian Sawe que correu abaixo de duas horas: o etíope Yomif Kejelcha, que também quebrou a barreira das duas horas, com 1h59m41s. O ugandense Jacob Kiplimoi completou o pódio com 2h00m28s. os três tempos foram melhores que o antigo recorde mundial de Kelvin Kiptum feito na maratona de Chicago em 2023 – 2h00m35.

A prova feminina também foi fortíssima. Assefa melhorou em nove segundos o recorde mundial, que já pertencia a ela e também feito em Londres em 2025, com o tempo de 2h15m41s. A disputa foi acirrada até os metros finais, com as quenianas Hellen Obiri (2h15m53s) e Joyciline Jepkosgei (2h15m55s) completando o pódio.

Os recordes mundiais quebrados ainda precisam de ratificação da World Athletics, mas isso é só uma atitude protocolar. As marcas deverão ser confirmadas e marcar o dia 26 de abril de 2026 na história do atletismo mundial

Marcos Antonio

Marcos Antonio

Pai, Carioca, 40 anos, profissional de TI e cursando jornalismo. Um Fã de basquete e de todos os esportes olímpicos (e alguns não olímpicos também) que faz um trabalho de formiguinha para que todos eles tenham seu espaço. No Surto Olímpico desde 2012.
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