O Minas venceu o Osasco na noite desta sexta-feira (24/4), na Arena UniBH, em Belo Horizonte e é o primeiro finalista da Superliga Feminina de Vôlei. Em jogo disputado nos detalhes, as parciais foram de 22/25, 25/18, 25/22, 13/25 e 15/12.
O time do Minas teve algumas jogadoras que pontuaram dois dígitos, mas quem marcou mais foi a ponteira Hilary Johnson, com 22 pontos. Além dela, a oposta Maria Khaletskaya fez 19. O destaque da partida foi a levantadora Julia Nowicka, que distribui bem a bola e driblou a defesa adversária. Ela foi eleita a melhor jogadora, com o Troféu Viva Vôlei.
Retrospecto
Esse foi o terceiro jogo da semifinal da liga. No primeiro, quem levou a melhor foi o Osasco, por 3 sets a 1, de virada, na casa minastenista. Já o segundo jogo, em Osasco, teve vitória do Minas, por 3 a 0, o que levou o confronto para a terceira disputa.
Esse foi o terceiro ano seguido que a equipes disputaram a semifinal da Superliga. Na temporada de 2023/24, o Minas conquistou a vaga na final e foi campeão do torneio. Já em 2024/25, o oposto aconteceu: o Osasco tirou o adversário, foi finalista e levantou a taça contra o Bauru.
Dentro de casa, o Minas não vencia o Osasco desde abril de 2025, no primeiro jogo da semifinal da Superliga 2024/25. De lá para cá foram três partidas na Arena UniBH e três vitórias do time osasquense. Agora, o Minas quebra o jejum e volta a vencer o clássico em Belo Horizonte.
Despedidas
A Arena UniBH foi tomada por máscaras de Pri Daroit e Júlia Kudiess. As jogadoras fazem sua última temporada pelo Minas e seu último jogo em casa. A central Júlia segue para a Liga Italiana. Já sobre a ponteira, ainda não há confirmação de qual será seu próximo clube.

Júlia jogou na base do Minas desde a adolescência, depois de passar pelo Brasília e ser descoberta pelo clube mineiro. Ela estreiou no profissional na temporada de 2019/20 e ganhou seu espaço como central titular, além de atuar na Seleção Brasileira.
Pri Daroit também atuou na base do Minas, quando começou no adulto. Ela passou por outros clubes e voltou ao time em duas oportunidades: de 2017/18 a 2017/18, e depois em 2020/21, quando ganhou a primeira Superliga de sua carreira com a camisa minastenista.
As jogadoras venceram juntas três Superligas, duas Copas Brasil, três Sul-Americanos e duas Supercopas.

Do lado do Osasco, uma lenda das quadras brasileiras se despede. Camila Brait fez sua última partida da carreira na noite desta sexta-feira (24). A líbero acumula títulos pelo Osasco, como três Superligas (2010, 2012 e 2025), cinco Copas do Brasil (2008, 2014, 2018, 2025 e 2026), quatro Sul-Americanos (2008-2012) e o Mundial de Doha, de 2012.
Pela Seleção Brasileira, ela fez história ao ganhar prata nas Olimpíadas de Tóquio e tem uma prateleira de medalhas de Grand Prix, Liga das Nações, Copa dos Campeões e Campeonatos Mundias, além da prata no Pan-Americano de Toronto em 2015.


