O Comité Olímpico Português fez coro com as declarações da ministra. ”O COP acompanhará a aplicação destas regras com rigor, responsabilidade e proporcionalidade, assegurando que a sua implementação respeite integralmente os princípios da confidencialidade, da proteção de dados, do apoio adequado aos atletas e do respeito pela dignidade individual”, declarou a Secretária-Geral do COP, Diana Gomes. No entanto, o COP esclareceu que ”o esporte deve continuar a evoluir como um espaço de inclusão”, acrescentando que ”todas as pessoas têm um lugar no esporte, mesmo que os modelos competitivos possam exigir critérios específicos para garantir a equidade esportiva”.
Embora a política mais recente do Comitê Olímpico Internacional seja amplamente vista como uma proibição total de mulheres transgênero, a entidade esclareceu que elas ainda são bem-vindas para competir — desde que seja em uma categoria que corresponda ao seu sexo biológico ou como parte de uma equipe mista. Anunciada no final de março, a Política de Proteção da Categoria Feminina (Women’s Category) prevê o retorno do teste de sexo para comprovar a elegibilidade, por meio de um teste único do gene da Região Determinante do Sexo no cromossomo Y. O exame obrigatório estará em vigor para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 28 e para os Jogos Olímpicos da Juventude a partir de 2030.