Londres sediou os Jogos Olímpicos em 1908, 1948 e 2012
Sadiq Khan questionou no domingo se uma candidatura britânica para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos da década de 2040 poderia excluir a capital, após o governo ter encomendado à UK Sport uma avaliação de uma opção regional no norte da Inglaterra.
A reação de Khan não foi simplesmente uma crítica territorial, mas a defesa de uma ideia que o prefeito vem insinuando há anos: que o Reino Unido deveria buscar novamente sediar o evento multiesportivo, utilizando a infraestrutura já existente dos Jogos de Londres 2012 e sem propor uma operação totalmente nova. Segundo a ITV News, uma fonte próxima ao prefeito descreveu a exclusão de Londres do processo como um “erro”, pois o anúncio do governo pareceu marginalizar as propostas que Khan havia feito para uma futura edição, com o apoio das instalações já existentes na cidade.
Khan levantou pela primeira vez a possibilidade de uma nova candidatura durante a campanha para prefeito de 2021, adiada pela pandemia, e em 2024 sugeriu que os Jogos de 2040 poderiam se tornar “as Olimpíadas mais verdes de todos os tempos”, justamente pela capacidade de reutilizar instalações construídas ou modernizadas para 2012. Esse contexto justifica sua resposta atual: o prefeito não rejeita a ideia de o país voltar a se envolver com o movimento olímpico, mas se opõe ao início do debate com Londres fora do mapa principal.
A equipe do prefeito deixou essa posição clara em declarações divulgadas pela ITV News. “Londres é a capital mundial do esporte e o prefeito expressou abertamente sua ambição de que a capital faça parte de uma futura edição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos”, disse um porta-voz de Khan, apresentando a experiência de Londres não como uma reivindicação nostálgica, mas como um trunfo prático para qualquer projeto britânico.
A alternativa defendida pelo prefeito aponta para uma candidatura nacional capaz de reunir instalações e recursos de diferentes áreas, em vez de colocar Londres e o norte da Inglaterra em oposição como se fossem opções mutuamente exclusivas. “Sadiq acredita que uma potencial candidatura nacional, utilizando todos os recursos que temos no Reino Unido, incluindo o Estádio Olímpico de Londres, de propriedade pública, proporcionaria os melhores Jogos Olímpicos possíveis”, acrescentou o porta-voz. O Estádio Olímpico de Londres, construído para os Jogos de 2012 e de propriedade pública, surge, portanto, como o símbolo de uma infraestrutura que, na visão de Khan, não deve ser excluída de uma eventual operação nacional.
A sustentabilidade é o outro pilar de seu argumento. A equipe do prefeito afirmou que “Utilizar a infraestrutura de classe mundial existente em Londres ajudaria a realizar os Jogos mais verdes e sustentáveis, além de impulsionar um enorme crescimento econômico tanto aqui em Londres quanto em todo o país”. A frase se conecta com a ideia que Khan já havia defendido em 2024 e reforça uma tese específica: quanto mais locais utilizáveis já existirem, menor será a necessidade de novas construções e mais fácil será apresentar uma candidatura compatível com as exigências atuais de custo, legado e eficiência.
A crítica política veio ao final da declaração divulgada por seu gabinete. “Não incluir a capital em uma candidatura olímpica seria uma oportunidade perdida e significaria que nosso país deixaria de aproveitar todos os benefícios de uma Olimpíada que abrangesse todo o Reino Unido”, disse o porta-voz.









